Cultura
Fundação Cupertino de Miranda evoca centenário do nascimento de Fernando Lemos com exposição de fotografia
A Fundação Cupertino de Miranda (FCM) vai dedicar o ano de 2026 ao centenário do nascimento do artista luso-brasileiro Fernando Lemos. O programa das comemorações inclui exposições, espetáculos, concertos e publicações com vista à divulgação da vida e obra do artista.
A FCM tem um grande acervo de obras do artista e não podia deixar de assinalar o centenário do seu nascimento, em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto Moreira Salles, de S. Paulo, Brasil. “Juntamo-nos para celebrar um dos grandes criadores, um dos grandes fotógrafos, um dos grandes artistas de Portugal e do Brasil”, enfatizou Pedro Alves Ribeiro, presidente da FCM, na apresentação pública do programa das comemorações.
Fernando Lemos nasceu em Lisboa em 1926, mas fixou residência no Brasil em 1953, numa saída precipitada de um país que o sufocava, nas palavras do próprio Lemos, de um local onde já não podia continuar a permanecer. Foi pintor, poeta, artista gráfico e fotógrafo, pertencendo à terceira geração de artistas modernistas portugueses. Faleceu em 2019 deixando um legado artístico rico e diversificado, que desenvolveu, sobretudo, no Brasil, sendo que em Portugal foi a fotografia que lhe deu maior notoriedade.
80 fotografias para ver a partir desta sexta-feira
É precisamente com a inauguração de uma exposição com 80 fotografias do artista que as comemorações dos 100 anos do seu nascimento arrancaram, esta sexta-feira, 23 de janeiro. Intitulada “As Imagens que nos Olham: Fernando Lemos”, a mostra vai estar patente na FCM até setembro e reúne um conjunto de retratos fotográficos de alguns dos grandes nomes da cultura portuguesa e brasileira, captados de forma surpreendente perla objetivo de Lemos, entre 1949 e 1952, quando tinha pouco mais de 20 anos.
São fotografias de vultos como Mário Cesariny, Sofia de Mello Breyner, Vieira da Silva, Jorge Sena ou Lígia Fagundes, que impressionam pela técnica, mas sobretudo, pela beleza, pela intensidade e pelos sentimentos que nos provocam. “São muito estimulantes e acreditamos que as pessoas que nos visitarem vão apreciar muito esta exposição”, realça Pedro Alves Ribeiro.
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