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Cultura

Close-up terminou com “balanço positivo” e mais de 2.000 espetadores

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Terminou, no passado fim de semana, a edição de 2022 do Close-Up – Observatório de Cinema de Famalicão que trouxe à Casa das Artes mais de 2.000 espetadores, segundo números avançados pela própria casa de espetáculos famalicense, promotora do certame.

Aquela que foi a 7º edição do Close-Up apresentou entre 15 e 22 de outubro, sob o mote “Família”, e reuniu, ao longo da programação, diversas famílias: a natural que é estrutural à sociedade, mas também as famílias artísticas, as famílias do cinema, dentro e fora do ecrã, na produção do presente e na história do cinema. Terminado o programa, o balanço “é muito positivo e encorajador sublinha a Casa das Artes, em comunicado, acrescentando que “a resposta foi muito positiva, com sessões muito participadas e com as atividades paralelas – oficinas e debates – a registarem uma procura assinalável”.

“Assim, pode-se afirmar que a família de espetadores deu uma resposta afirmativa nas sessões nas escolas (com vários graus de ensino), nas sessões que evidenciaram a história com cinema e/ou com o cinema de autor, e nas relações do cinema com as outras artes, em especial com a música”, pode também ler-se no comunicado.

Um dos eixos do Close-Up é o conceito de cruzamento de artes e, neste capítulo, voltou a concretizar-se nos três filmes-concerto, com o destaque para a apresentação em estreia do filme “Melodia do Mundo”, de Walter Ruthmann, associado às guitarras dos Glockenwise. O cruzamento foi também conseguido com a exibição de filmes como “Um Corpo que Dança”, em que Marco Martins associou as histórias do Ballet Gulbenkian à Historia de 40 anos de Portugal.

Destaque também para a oficina “Entre as Imagens”, conduzida por Tânia Dinis, que teve como base quatro filmes rodados em Famalicão: “Nacional 206” de Catarina Alves Costa (2008), “Famalicão” de Manoel de Oliveira (1940), “A Terra e o Homem” de Manuel Guimarães (1969) e “Revolução Industrial” de Frederico Lobo e Tiago Hespanha (2014). Nesta oficina, partindo daquele património de imagens, duas turmas do Agrupamento de Escolas D. Maria II, produziram um exercício em que as suas memórias e as dos familiares se cruzaram e se relacionaram com essas imagens. Este é um projeto que terá continuidade, anuncia a Casa das Artes.

Nesta edição, foi ainda apresentada em estreia absoluta “Vizinhos”, uma curta-metragem produzida pelo Teatro da Didascália e pela Red Desert, produtora de Pedro Neves, que resultou num filme rodado na comunidade do Edifício das Lameiras. É de todo expetável que esta forma de retratar a comunidade conheça renovados capítulos em edições futuras.

Outro dos pontos fortes o foi a retrospetiva em torno de Catarina Mourão, integrada na secção de cinema português do Close-up, designada Fantasia Lusitana. Entretanto, vão surgir as réplicas do episódio 7 do Close-up, sempre com mais propostas cinematográficas para escolas e público geral. A primeira dividir-se-á entre dezembro e janeiro de 2023.

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