Economia
Ricardo Silva: “A ITV deve ser motivo de orgulho pelo passado alcançado, força no presente exigente e vontade avassaladora pelo futuro”

A Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) elegeu, em setembro passado, Ricardo Silva, CEO de uma empresa de Vila Nova de Cerveira, como o seu novo presidente. A eleição aconteceu num momento de instabilidade para a indústria têxtil e de vestuário portuguesa, com múltiplos casos de fechos de fábricas, despedimentos em massa e insolvências.
O novo líder da direção da ATP, com sede em Vila Nova de Famalicão, para o triénio 2025-2027 sucede no cargo a Mário Jorge Machado, que é um dos três vice-presidentes do seu mandato (juntamente com Paulo Melo e Vítor Fernandes).
Depois da sua eleição, em comunicado, Ricardo Silva sublinhou que “a Indústria Têxtil e de Vestuário portuguesa é, em igual medida, um exemplo de resiliência e de ambição tecnológica”.
“Pela diversidade de produtos criados nas nossas empresas, pela diferenciação de processos e tecnologias dentro e fora das suas infraestruturas, pela complexidade das cadeias globais de matérias-primas, pela velocidade cada vez maior de entrega ao consumidor e, sobretudo, pela capacidade constante de transformação para responder a estes desafios, este setor é um caso de estudo em várias dimensões: empresas familiares, transformação tecnológica, gestão de risco, investimento contínuo, negócios e relações internacionais, recapacitação, impacto na sociedade, verticalização e descentralização”, escreveu.
O novo presidente defende ainda que, “pela dimensão do setor na economia nacional e pela sua importância no panorama mundial”, a ITV deve ser motivo de “orgulho pelo passado alcançado, força no presente exigente e vontade avassaladora pelo futuro”.

Destacando que a ATP “ tem sido chave no suporte à internacionalização, em dar voz ao setor e no serviço de informação e jurídico aos associados”, Ricardo Silva nota que, num contexto “onde a incerteza e a volatilidade são constantes, a ATP tem um papel de suporte e confiança ao setor mais especial do que nunca”.
“Informação relevante e atualizada para decisões ponderadas, influência assertiva e concretizadora e mecanismos de fomento de negócio e networking internacional têm potencial para gerar resultados especialmente enriquecedores para os nossos associados. Acreditamos que a Associação tem o dever, o know-how e a força para atuar como suporte dos empresários e das empresas representadas por esta nobre instituição”, conclui.
Além da escolha deste engenheiro químico para a presidência da direção, as eleições para os órgãos sociais da associação patronal para o triénio 2025–2027 conduziram ainda à escolha de Eduardo Moura e Sá para a Mesa da Assembleia Geral e de José Guimarães para a presidência do conselho fiscal deste organismo setorial que tem sede em Vila Nova de Famalicão.
-
Famalicão1 semana atrásAgostinho Fernandes recusa “homenagem” e acusa partidos de “manobras político-partidárias” em Famalicão
-
Famalicão1 semana atrásChega de Famalicão arranca ano político com sessão de esclarecimento e aponta à presidência da Câmara em 2029
-
Famalicão1 semana atrásEstacionamento e descuido na manutenção: Novo centro urbano atraiçoa pequenos comerciantes
-
Famalicão6 dias atrásConcurso público de publicidade institucional em Famalicão levada à ERC por excluir uma das rádios do concelho

