Economia
Cenfim: A importância da formação profissional no desenvolvimento do país e no setor
O setor da Metalurgia e Metalomecânica continua a revelar-se como um pulmão da economia em Portugal. Apesar das dificuldades e incertezas que a atual situação do sector automotivo tem gerado na indústria, esta tem-se reinventado e a procura crescente por mão de obra qualificada tem sido uma constante em crescimento.
A formação profissional é por isso um investimento obrigatório, para responder à demanda da indústria. O sector da Metalurgia e Metalomecânica, está cada vez mais tecnológico, com acesso a ferramentas e processos construtivos muito disruptivos, que fazem com que o “comum” perfil de competências que era esperado anteriormente para os profissionais, esteja em mutação e exija hoje em dia, uma completa reestruturação.
Isso está já a acontecer, com a revisão do Catálogo Nacional de Qualificações, onde estão a ser revistas as antigas UFCD´s (Unidades de Formação de Curta Duração), que estavam na base da elaboração dos perfis em cada saída profissional, e transformadas agora em UC´s (Unidades de Competência). Nestas mais recentes diretrizes pedagógicas e de formação, a prioridade é a competência e os resultados da aprendizagem, sendo o número de horas, menos relevante para o processo.
A formação está em transformação, a pedagogia e a andragogia evoluem continuamente. É vital que as mentalidades evoluam nesse mesmo sentido, especialmente aquelas que ainda olham para a formação profissional, como um formato de ensino de segunda oportunidade, ou de menor mérito. Este é um paradigma e preconceito que urge em ser desmistificado. O ensino profissional, não é…nem nunca devia ter sido o que infelizmente ainda se apregoa como sendo uma modalidade, adequada para aqueles “menos motivados” para a escola, que não ambicionam um percurso de aprendizagem tão capaz.

Apesar do ensino profissional ter sido pensado, como uma resposta direta à necessidade do mercado de trabalho, verifica-se uma crescente aposta neste modelo, para posterior prossecução de estudo, a nível superior. Os resultados dos nossos alunos nas faculdades, por exemplo nos cursos de Engenharia, falam por si. Salvaguardando algumas dificuldades iniciais nas matemáticas e físicas, dado que tem uma carga horária muito menor no seu percurso secundário, nas disciplinas nucleares da base de formação em Engenharia, tais como o desenho técnico, o desenvolvimento de projeto, os materiais, os processos de fabrico, desde o convencional até as tecnologias de CAD/CAM e processos de manufatura aditiva (impressão 3D). Existe no ensino profissional um manancial de conhecimento prático, empírico capaz de fazer eclodir os mais capazes profissionais.
Assim, é uma verdade irrefutável que a formação profissional, responde cada vez mais de uma forma ajustada às reais necessidades e qualificações, que se pretendem como capital de conhecimento e versatilidade do profissional da área da metalurgia e metalomecânica.
O CENFIM apostou desde sempre na importância do Saber Fazer, e isso tem revelado tacitamente ser a solução que as empresas necessitam. Temos uma taxa de empregabilidade total, nas áreas em que formamos e trabalhamos em ligação direta com a indústria, para responder em tempo real às necessidades de mercado.
Adelino Santos – Diretor núcleo Cenfim Trofa
Carlos Costa – Técnico de formação núcleo Cenfim Trofa
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