Economia
CIOR alerta que é preciso acabar com estigmas para ajudar a atrair jovens para o setor
A funcionar desde o início do ano letivo, o Centro Tecnológico Especializado (CTE) na área industrial da Metalurgia e Metalomecânica da Escola Profissional CIOR é uma estrutura/equipamento moderno e inovador que em muito veio robustecer a capacidade instalada nesta escola. “O objetivo absolutamente prioritário é formar técnicos altamente qualificados e responder, acima de tudo, às necessidades e exigências do tecido empresarial e do mercado do trabalho neste relevante setor industrial”, frisa Amadeu Dinis, diretor da CIOR.
Com efeito, a indústria metalomecânica e afins tem-se afirmado como um dos principais e emergentes clusters industriais do Município e da Região, cada vez mais moderno, competitivo e inovador, constituído por mais de 350 empresas ligadas ao setor, e que se confronta cada vez mais com a falta de mão de obra qualificada. Assim, os cursos de Técnico de Programação e Maquinação em CNC, de Desenho e Projeto de Construções/Design Industrial e Soldadura “são os únicos com oferta formativa neste concelho marcadamente industrial, com forte dinamismo, permanente inovação e grande capacidade empreendedora e exportadora”, sublinha o responsável.
É de todo inquestionável a importância da metalomecânica e afins, tendo em conta sua natureza estrutural e transversalidade no tecido produtivo e empresarial, bem como o número de empresas de referência existentes, postos de trabalho e riqueza criada ao nível de exportações. Não obstante, Amadeu Dinis lamenta o facto de ainda ser alimentada a ideia, por parte de alguns agentes educativos e opinião pública, que o ensino profissional é uma espécie de “segunda via” do nosso sistema educativo, sendo fundamental e urgente que, através de processos de marketing promocional, se acabem de vez com “estigmas e preconceitos” que ainda gravitam em torno do ensino profissional, em geral, e muito particularmente no setor da metalomecânica como “trabalho pesado, sujo e mal pago”.

A CIOR tem mantido sempre uma ligação bastante forte e privilegiada com empresas de referência do ramo da metalomecânica e afins e tem trabalhado no sentido de proporcionar uma formação atrativa para os jovens e de elevada empregabilidade. No final desta formação há uma garantia: os alunos/formandos dos cursos técnicos da área da metalomecânica e afins, no fim do seu ciclo formativo, terão um perfil profissional adequado aos novos contextos e desafios da modernização, tal como já estão a fazer as empresas do setor da metalomecânica face às exigências de competitividade baseadas nas novas tecnologias, com predominância da indústria 4.0 e a consequente transição para o digital.
“Por isso, temos reforçado as parcerias com o tecido empresarial, nomeadamente com as denominadas ‘empresas âncora’, numa boa prática de cooperação mútua e vantajosa”, diz Amadeu Dinis.
O CTE não deixa de ser também um espaço de meios e recursos partilhado com as empresas e aproveitando os recursos humanos, “numa boa prática de parceria”, contribuindo para afirmação, robustecimento tecnológico e atratividade da Escola ao serviço dos estudantes dos seus projetos de vida em termos profissionais, das necessidades das empresas e do mercado do emprego cada vez mais exigente em recursos humanos especializados.
“Queremos que este Centro não só contribua para a resolução dos problemas sentidos ao nível da captação de técnicos qualificados, como também seja uma plataforma/espaço/estrutura e equipamento partilhado com as empresas ao serviço da formação, (re)qualificação, inovação, desenvolvimento e empreendedorismo”.
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