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Famalicão prepara-se para aprovar o primeiro eco parque do concelho

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A Câmara de Famalicão vai aprovar a declaração de “relevante interesse público municipal” de um projeto de construção de um eco parque tecnológico na freguesia de Cabeçudos. Trata-se de um empreendimento de iniciativa privada, composto por 16 unidades funcionais, destinado a empresas de base tecnológica e por um parque verde com zonas destinadas a atividades de lazer e desporto e com percursos pedonais e cicláveis.

Segundo o projeto que deu entrada nos serviços municipais, o eco parque será instalado num terreno com cerca de 218 mil metros quadrados, sendo a área total de construção de 109 mil metros quadrados, que está classificado no Plano Diretor Municipal (PDM) como “espaço agrícola”, pelo que necessita da declaração e interesse municipal para que o terreno possa ser desafetado.

Essa declaração fazia parte da ordem de trabalhos na reunião de Câmara da passada quinta-feira, mas o presidente da autarquia, Mário Passos, retirou a proposta dando como justificação “uma notícia baseada em falsidades, que saiu numa plataforma” sobre o assunto. O edil anunciou ainda que iria apresentar “uma queixa-crime por calúnia e difamação contra essa plataforma” e que a proposta seria apresentada na próxima reunião do executivo, “com a presença de técnicos municipais” para explicar o conteúdo e “as virtudes” da mesma.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, Mário Passos pouco mais adiantou em relação à queixa-crime, afirmando apenas que “há linhas vermelhas que não podem ser ultrapassadas”, nunca mencionando o nome da referida plataforma.

Relativamente ao projeto do eco parque tecnológico, o edil lembra que a instalação destas estruturas no concelho foi um compromisso que apresentou aos famalicenses, considerando que Famalicão “não pode perder esta oportunidade” até porque de trata “de um bom eco parque, que será impactante”.

“Precisamos de ter espaços para que o território também se torne atrativo no âmbito do setor tecnológico, que é muito importante para o nosso futuro”. E as empresas deste setor, geralmente escolhem este tipo de espaços, os chamados eco parques, que atendem à sustentabilidade ambiental e à autonomia energética e que são muito importantes para fixar os jovens qualificados”, defendeu o edil.

Por isso, Mário Passos só vê “virtudes, e nenhuma desvantagem” em se desenvolver um projeto destes. “Além disso, vamos ter mais um parque verde em Famalicão, que apesar, de estar integrado no eco parque, será publico e as pessoas poderão usufruir”.

Refira-se que o projeto tem como promotor a empresa Parque de Famalicão – Empreendimentos Imobiliários S.A., com sede na freguesia de Balasar, Póvoa de Varzim.

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