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Famalicão

Quintas e Urbanismo

Publicado

em

António Cândido Oliveira

Há ainda muita gente que se lembra de Famalicão (então vila) há cerca de 60 anos. Nessa altura as quintas agrícolas chegavam até à Câmara Municipal. Era uma quinta (“as do Campo”) o que é hoje o lado norte da Rua Manuel Pinto de Sousa, não existia a rua Conde de S. Cosme do Vale (onde depois se construiu a Escola Primária), não existia construção no lado poente da Rua Santos Viegas. Existiam muros, não casas. Também era uma quinta (do Dr. Carvalho Faria), chegando bem perto da Câmara todo o terreno onde hoje está a Loja do Cidadão e os prédios que vão até à Avenida Carlos Bacelar e que não existiam. Esta avenida atravessou a quinta da D,ª Irene do Serralho e mais para sul a quinta de Sinçães. Sim. O parque de Sinçães era um terreno agrícola onde crescia milho e trigo. Mas também era terreno agrícola (quinta do Dr. Américo Castro) o terreno onde hoje é a Rua Cupertino de Miranda, os edifícios do lado norte desta rua e toda a urbanização caótica que lhe fica atrás e vai até à Rua Mons. Torres Carneiro, onde mal se circula.

Muito mais se poderia dizer das quintas a norte, não se podendo esquecer aquela que era do Eng.º Guimarães e que hoje está muito mal urbanizada, que vem de Mões e Alto da Vila até à Avenida 9 de Julho (lado norte) onde fica a Toyota e onde ficou durante mais de uma década o Tribunal anterior ao atual. Aqui a urbanização foi tão mal feita que ainda hoje não há uma ligação digna desse nome que atravesse a referida Avenida.

Está por fazer a história do urbanismo da cidade desde esses anos até hoje. A ideia que me fica, enquanto não se provar o contrário, é que não houve nenhuma vereação capaz de urbanizar a cidade como esta devia e merecia. A cidade cresceu desordenadamente por impulso de empresários que buscavam o maior lucro possível sem qualquer preocupação de um desenvolvimento harmonioso da cidade que cabia às câmaras fazer e não fizeram. Nenhuma fez!

Hoje vai haver uma importante sessão para discussão pública da urbanização de mais uma quinta. A quinta conhecida por quinta do Lázaro, que também ouvi chamar dos Machado Guimarães (e hoje parece ser da DST) e que fica à saída da cidade para norte (Braga) no lado nascente da Avenida Pinheiro Braga até ao Tribunal.

Tudo indica que vai ser uma sessão pobre, porque pouco participada. Os famalicenses também têm culpa na cidade que temos porque não participam, nem a defendem, mas a culpa maior continua a ser da câmara que não dá a estas sessões o relevo devido. Se desse, fazia muito mais esforço. Anunciava na imprensa local o que se pretendia ali fazer (gastam-se páginas inteiras de publicidade em coisas de pouco interesse ou mero lazer, mas não em assuntos importantes)  e alargava-se o período de discussão pública. Veremos o que vai sair.

De qualquer modo participe.  É hoje, dia 5 de janeiro de 2022, pelas 21h sem precisar de sair de casa (via zoom). Se tiver dúvidas ligue para o Urbanismo através do 252320900.

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