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Famalicão

Mário Passos quer apoio do Fundo Europeu a 100% para as IPSS

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O Centro Social e Cultural de Riba de Ave tem agora uma nova sala de Creche, o que permite a manutenção do Acordo de Cooperação com o Instituto de Segurança Social para responder a 58 utentes. A instituição viu também o seu Centro de Dia com a capacidade alargada de 9 para 25 utentes. Trata-se de um processo de requalificação que se iniciou em 2018.

“Tenho um enorme orgulho dos cerca de 50 colaboradores que acolhemos aqui na nossa instituição. Apoiamos cerca de 300 utentes, desde o berçário, até ao Centro de Dia, e depois apoio domiciliário. E portanto, é uma luta constante para proporcionar a todos eles um serviço de qualidade”, começou por afirmar Fernando Ferreira, presidente do Centro Social e Cultural de Riba de Ave.

A empreitada implicou um investimento global na ordem dos 385 mil euros e obteve um  cofinanciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, num valor inferior a 50% do total, bem como um apoio municipal de 70 mil euros. Ainda assim, a ajuda não foi suficiente. “Estamos a falar de um diferencial que ronda quase os 200 mil euros. Tivemos que recorrer aos bancos, portanto, temos neste momento um empréstimo bancário”, explicou o responsável pela instituição.

Mário Passos, presidente da câmara municipal de Famalicão, visitou o Centro, esta quinta-feira, e sobre a questão do financiamento, deixou largas críticas à percentagem de apoio do Fundo Europeu, ao afirmar que “é pena que, porventura, o apoio não seja de 100%. Não consigo encontrar razões objetivas para que não apoiasse estas instituições de natureza social, que como é sabido, têm sempre os tostões contados, portanto, são instituições sem fins lucrativos”.

No que respeita aos centros sociais do concelho, o autarca disse que “nós temos uma rede larga de centros sociais no concelho, felizmente, estamos bem apetrechados, o que não quer significar que nós não precisássemos de mais, porque precisamos, nomeadamente, de mais um, na zona de Gondifelos, que é uma zona ainda deficitária a este nível”. Mário Passos afirmou também já estarem a ser tomadas as diligências necessárias para colmatar este assunto.

Ainda no âmbito da ação social, recorde-se que na terça-feira, 3 de janeiro, foi assinado o acordo entre o Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses para a descentralização na ação social. “Havia uma primeira versão com um valor muito deficitário, que foi agora corrigido. O valor exato não posso obviamente precisar, mas aquele valor é para o apoio às famílias carenciadas”, explicou Mário Passos relativamente aos apoios que serão recebidos.

Após a transferência de competências das áreas da educação e da ação social, segue-se o desafio da saúde, mas Mário Passos alertou que “não se pode passar competências (sem financiamento). É como se eu, presidente da câmara, passasse competências para as juntas de freguesia porque me apetece. Não pode ser. Obviamente têm que ser acompanhadas com tudo aquilo que é necessário”. O autarca disse ainda que “nós com o mesmo dinheiro, conseguimos fazer mais, isso está demonstrado”.

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