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Rádios locais mantêm abstenção informativa nas eleições presidenciais

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A cerca de 15 dias das eleições presidenciais, a Associação Portuguesa de Radiodifusão (APR) mantém a sua posição de abstenção relativamente ao conteúdo informativo relacionado com as eleições presidenciais.

Recorde-se que este é um protesto que tem como objetivo chamar à atenção para a discriminação das rádios locais através da não atribuição dos tempos de antena, direcionando a verba disponível apenas para as rádios nacionais e regionais.

Em causa está um valor pecuniário “extremamente importante” para o orçamento das rádios locais, que não se refere “a nenhum subsídio, mas sim a serviço prestado a bem da nossa democracia”, destaca Arcindo Guimarães.

O diretor da APR explicou que “a possibilidade de todas as rádios emitirem tempos de antena em todos os atos eleitorais é uma reivindicação antiga da APR”  e que “a medida consta já do Plano de Acção para a Comunicação Social, aprovado em outubro de 2024, pelo anterior Governo da coligação PSD/CDS-PP”. Todavia, “a alteração anunciada ainda se encontra por concretizar, não existindo qualquer previsão para a sua execução, o que justifica plenamente a manutenção desta forma de luta iniciada em 2019, aquando das eleições para o Parlamento Europeu”.

A posição da APR foi reiterada, esta segunda-feira, no âmbito de uma conferência de imprensa de uma comissão concelhia de apoio a uma candidatura presidencial.

Face ao exposto, Artur Sousa Lopes, presidente da comissão de apoio, garantiu transmitir este descontentamento ao candidato António José Seguro, caso este seja eleito para o cargo a que se propõe.

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