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Famalicão

Concurso para construção do novo estádio municipal ficou vazio

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O concurso público internacional lançado pela Câmara de Famalicão para a construção do novo estádio municipal ficou deserto, ou seja, não houve concorrentes, segundo informação que o OPINIÃO PÚBLICA conseguiu recolher junto de fonte do Município. 

Em fevereiro do ano passado, o Município apresentou o projeto final para o novo Estádio Municipal, entregando-o a privados – mediante concurso público internacional, que foi aberto em março. O prazo para apresentação de propostas terminava a 16 de novembro, mas o executivo decidiu prolongá-lo por mais quatro semanas, por solicitações dos candidatos que alegaram precisar de mais tempo para avaliarem melhor as propostas, segundo justificou, na altura o presidente da Câmara, Mário Passos. 

Agora, sabe-se que o concurso ficou vazio, o que poderá representar mais um revés no objetivo de dotar o concelho, e sobretudo o Futebol Clube de Famalicão, de um estádio novo, algo há muito reivindicado pela SAD do clube, que milita para I Divisão do futebol nacional. 

O OPINIÃO PÚBLICA procurou uma reação junto do edil famalicense, mas Mário Passos não quis tecer qualquer comentário, fazendo saber, através do seu Gabinete de Imprensa, que em breve se pronunciará sobre o assunto e apresentará “as soluções alternativas”.

Em novembro, o autarca garantia que se não houver propostas já estava em marcha um plano “B”, sem contudo adiantar qualquer pormenor sobre o mesmo. Já durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas, em entrevista ao OP, Mário Passos acreditava que o concurso iria ter sucesso e, quando questionado sobre se existia um plano “B”, afirmou: “temos sempre planos B e até C, mas só se falará deles se o plano A falhar, o que não acredito porque é, de longe, o melhor de todos”. 

Recorde-se que, segundo o concurso, o denominado Complexo Desportivo e Empresarial iria nascer num terreno de 46 mil m2 (que compreendem o atual estádio e campo de treinos). Seria concessionado a investidores e promotores privados para desenvolverem uma proposta que incluísse, obrigatoriamente, a construção do novo estádio. A intervenção previa, também, a reabilitação de toda a zona envolvente, que inclui o campo nº 2, e as zonas de aparcamento. A área de construção total seria de 84.300 mil metros quadrados e o período de concessão  de 53 anos (três no máximo para a construção e 50 para a exploração). O estudo de viabilidade financeira previa um investimento de 24 milhões de euros.

Na altura em que apresentou esta solução, em fevereiro, o presidente da Câmara  surgiu ladeado pelo presidente da SAD do FC Famalicão, Miguel Ribeiro, que se mostrava satisfeito por “ver a luz ao fundo do túnel”, dizendo acreditar que o projeto apresentado pelo Município poderia “ser criador de uma nova centralidade para Famalicão”.

Agora, face à ausência de interessados, o processo volta a sofrer novo revés. O OP tentou obter uma reação de Miguel Ribeiro, mas fonte do gabinete de imprensa do clube referiu que o dirigente encontra-se ausente do país, regressando apenas esta quinta-feira, pelo que só a partir dessa altura poderá, ou não, pronunciar-se sobre o assunto. 

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