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Famalicão

Paulo Raimundo confiante na eleição de um deputado da CDU por Braga

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O secretário geral do PCP veio, no passado sábado, a Famalicão para apelar à eleição de um deputado da CDU no distrito de Braga. Paulo Raimundo participou num comício que encheu o auditório da Fundação Cupertino de Miranda, e proferiu um discurso marcado por críticas à direita mas também ao Partido Socialista.

Voltar a eleger um deputado por Braga é o principal objetivo da CDU no distrito, com  Paulo Raimundo a afirmar que é na coligação de esquerda “que estão aqueles que conhecem a realidade do país e, acima de tudo, aqueles que conhecem a realidade do concelho e do distrito, os que combatem os problemas e os que apresentam as soluções”.

“Mesmo sem qualquer deputado eleito, o PCP e a CDU fizeram mais pelo distrito do que todos os deputados do PS, do PSD, do Chega e da Iniciativa Liberal, que foram aqui eleitos”, afirmou o líder comunista, que acusou o eleitos deste partido de “esquecerem a sua terra quando chegam à Assembleia da República”.

Paulo Raimundo dirigiu-se, depois, àqueles “justamente desiludidos com o estado a que chegámos, aos revoltados e aos que desejam mudanças”, afirmando que “é na CDU e só na CDU que podem confiar”. 

O secretário-geral do PCP assumiu o aumento dos salários e das pensões com a grande emergência nacional e defendeu um aumento imediato dos salários em 15% e o mínimo de 150 euros para cada trabalhador. Algo que considerou “perfeitamente possível e viável”, sendo uma questão de “opções”. “Os principais grupos económicos têm 25 milhões de euros de lucros por dia. A banca tem mais de 12 milhões de euros por dia. Quer dizer, não é falta de dinheiro, o problema é como ele se distribui.  O país tem meios, tem recursos, tem capacidades e tem gente séria e honesta capaz de pôr isto a andar para a frente”, enfatizou.

A primeira  candidata pelo círculo de Braga, Sandra Cardoso, referiu que “o concelho de Famalicão, assim como todo e distrito de Braga tem sentido bem as políticas de empobrecimento do governo do PS, demasiadas vezes acompanhado pelo PSD, IL e CH”. E continuou: “Fazem falta na Assembleia da República deputados com propostas concretas para a nossa região, que lutem por melhores condições de vida para todos; que façam em Lisboa o que prometem por cá”.

Como principais reivindicações para a região, a candidata referiu a necessidade de investimento no passe social intermodal em ligação com as CIM do Cávado e Ave e a Àrea Metropolitana  Porto, a construção de habitação pública, a construção de uma rede pública de creches e da melhoria do Hospital de Famalicão.

Sandra Cardoso apontou Famalicão como um “concelho com um potencial de desenvolvimento muito grande que tem sido desaproveitado”, que, apesar do seu forte pendor industrial, é caracterizado por “baixos salários”. “Temos que dizer a estes senhores que a riqueza de um país não se mede pelo excedente orçamental, mas mede-se pela qualidade de vida do seu povo”, concluiu.

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