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Famalicão

CDU diz que Orçamento para 2026 “não serve os interesses dos famalicenses”

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A CDU vai votar contra o Plano e Orçamento da Câmara de Famalicão para 2026. A decisão foi anunciada esta segunda-feira, em conferência de imprensa, realizada no Centro de Trabalho do PCP de Famalicão. Os comunistas são muito críticos ao documento do executivo liderado por Mário Passos, que vai ser apreciado pela Assembleia Municipal este sábado, 14 de fevereiro. 

Apesar do orçamento ser o maior de sempre na história do Município – mais de 256 milhões de euros – a CDU entende que não serve os interesses dos famalicenses. “A dimensão dos números não pode ser confundida com desenvolvimento real, nem com melhoria das condições de vida das populações”, salientou Sílvio Sousa, coordenador da CDU Famalicão.

Para aquele dirigente, o Orçamento “vem confirmar que esta maioria PSD/CDS, que já está à frente do nosso município há 25 anos, continua sem ter uma solução e uma opção clara para aquilo que queremos em Famalicão”. E remata: preocupa-se mais em vender a imagem de um concelho de sucesso do que a construir um concelho de sucesso”. 

A CDU, que tem um eleito na Assembleia Municipal, aponta a habitação como uma das áreas onde a autarquia não tem conseguido resolver os problemas, lamentando a falta de “um programa municipal robusto de habitação pública e acessível”. “Centenas de jovens que cá trabalham continuam sem conseguir viver no concelho, persistem as situações de habitação devoluta degradada e não existem metas claras nem compromissos públicos quantificados sobre construção e ou reabilitação de habitação municipal”, diz Sílvio Sousa, argumentando que “esta incapacidade do município faz aumentar a especulação”.

Também ao nível da mobilidade e dos transportes públicos, o dirigente comunista entende que o concelho continua “marcado por fortes insuficiências”, apesar da entrada em funcionamento da nova rede MobiAve. “Existem freguesias onde as populações permanecem dependentes do transporte individual por não terem alternativas públicas eficazes, nem horários adequados”, afirma 

Na área ambiental, a CDU volta a sublinhar a ausência de um plano estruturado para a despoluição do Rio Ave e consequente devolução das suas margens às populações, mas é no financiamento às freguesia que a coligação de esquerda considera que existe “um problema particularmente grave” que este Orçamento não resolve: o agravamento das desigualdades.

“Famalicão continua a ser um concelho marcado por profundas assimetrias territoriais. Há freguesias onde o investimento municipal é contínuo e estruturante, o que achamos justo e equilibrado, mas outras há onde persistem as carências de equipamentos, serviços públicos, mobilidade, respostas sociais e oportunidades económicas”, salienta Sílvio Sousa, que dá como exemplo “a zona poente do concelho, nas freguesias mais próximas do mar, mas também freguesias como Arnoso Jesufrei ou Mogege”.

No encontro com os jornalistas, a CDU fez ainda questão de vincar que o crescimento do Orçamento resulta, em larga medida, da entrada de financiamento extraordinário proveniente do Plano de Recuperação e Resiliência e de outros fundos comunitários. Por isso, questiona: “o que acontecerá quando esses fundos terminarem e que respostas públicas estruturais ficarão asseguradas para os tempos que se seguem”. 

Refira-se que a sessão da Assembleia Municipal para discutir e votar As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 realiza-se este sábado, com início às 9h00, no auditório do quartel dos Bombeiros Voluntários Famalicenses. 

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