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Famalicão

Queda de muro em Mouquim provoca cinco desalojados e corte de estrada

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A queda de um muro de grandes dimensões na Rua do Pêgo, na freguesia de Mouquim levou a que cinco pessoas tivessem que deixar as suas habitações, ao final do dia da passada sexta-feira, e condicionou também o trânsito naquela estrada, que faz a ligação de Lemenhe e Mouquim a Famalicão, no troço entre a ponte junto ao apeadeiro de Mouquim e o cruzamento que dá acesso à Gandra.  

Desde sexta-feira o muro foi caindo parcialmente, o que levou a Proteção Civil Municipal a colocar sacos de areia para tentar conter as derrocadas, mas na manhã desta última terça-feira, o muro acabou por ceder quase na sua totalidade, obrigando a novo encerramento ao trânsito naquele troço. 

A primeira queda parcial do muro aconteceu na manhã de sexta-feira, colocando em perigo duas habitações. A derrocada, precipitada pela chuva intensa que se tem feito sentir, já era temida pelos moradores há alguns dias pelas fissuras que começaram a surgir, o que os levou a alertar a Proteção Civil Municipal e a Junta de Freguesia. 

“Já vinha a cair há… há bastantes anos. Nos últimos dias tem-se agravado de forma muito acentuada. Ainda coloquei ali algumas escoras, mas elas não aguentam e eu não tenho capacidade para pôr coisas melhores. Tentei-me prevenir da melhor forma possível”, contou ao OPINIÃO PÚBLICA, César Senra, um dos moradores, que na manhã dessa sexta-feira, temia que a sua casa pudesse ser atingida. 

César Senra disse ainda que, desde 2019, que trocava emails com a Câmara Municipal, alertando para a perigosidade em que se encontrava o referido muro. “Chegaram a dar um despacho para que o muro fosse intervencionado pelos proprietários, mas pelo menos um deles não tem capacidade financeira e as coisas foram-se arrastando… até chegar a este ponto”. 

Ainda nessa manhã, a Proteção Civil colocou sacos de areia para amparar o muro, mas ao final da tarde os moradores tiveram mesmo que deixar as suas casas e foram realojados numa unidade hoteleira. 

As operações foram também acompanhadas por Bruno Domingues, presidente da Junta da União de Freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei, para quem a preocupação foi agilizar rapidamente “uma solução para trazer segurança, quer ao morador da casa de baixo, quer aos moradores da parte de cima, e evitar aqui o desabamento do muro”, considerando que esse processo “foi feito em tempo recorde, face às condições climatéricas”.

Ao longo do fim de semana, foram-se sucedendo alguns deslizamentos e, na manhã de ontem, terça-feira, o pior cenário confirmou-se e o muro acabou mesmo por ceder. Ainda assim, tratou-se de uma queda amortecida, já que a colocação dos chamados “big bags” de areia, revelou-se decisiva. 

“A estrutura de contenção permitiu que as terras deslizassem, em vez de ruírem abruptamente e verificamos que a habitação não tem nenhum dano, neste momento”, explicou ao OP,  Manuel Pinheiro, da Proteção Civil de Famalicão, adiantando que a via iria ficar interdita ao trânsito “por uma questão de segurança, porque ainda se preveem novas derrocadas, mas mais pequenas”. 

O responsável adiantou ainda que “uma grande parte do que estava previsto, cair, já caiu, concretamente, na zona de logradouro de uma das habitações”, assegurando que “o pior já passou”. 

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