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Famalicão

Mário Passos admite que “plano B” para o novo estádio possa envolver financiamento municipal

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O presidente da Câmara de Famalicão admitiu, na última semana, que o “plano B” para a construção do novo estádio municipal irá “ envolver sempre algum dinheiro municipal”, dando a entender que irá deixar cair por terra uma das premissas que tinha estabelecido, ou seja, que não haveria investimento do município no novo equipamento. 

Mário Passos falava no início da reunião de Câmara da passada quinta-feira, depois de questionado pelo vereador do Partido Socialista, Eduardo Oliveira, sobre o facto do concurso internacional lançado pela autarquia, para que investidores apresentassem um projeto e construíssem o novo estádio, ter ficado vazio (ver edição do OPINIÃO PÚBLICA do passado dia 14 de janeiro). O socialista quis ainda saber qual é o “plano B” que a autarquia diz ter.

Na resposta, o edil famalicense pouco adiantou dizendo apenas que esse plano “envolve sempre algum dinheiro municipal” e que está a ser “trabalhado” com o Futebol Clube de Famalicão e com a sua SAD e que, em breve, esse plano será apresentado.

Depois, em declarações à imprensa, no final da reunião, Mário Passos  pronunciou-se sobre a ausência de propostas no concurso internacional, considerando que o insucesso desta operação ficou a dever-se “às circunstâncias atuais, em que nunca houve tanta obra pública e privada”. “Os players que normalmente se envolvem nestes negócios, estavam tomados por tanta obra, que não tinham disponibilidade”, acrescentou.

Assim sendo, o edil vai partir para o “plano B”, sobre o qual continuou a não querer adiantar muito, ressalvando apenas que “queremos efetivamente fazer o estádio, no mesmo sítio do atual e sem comprometer as gerações futuras”, apesar de reconhecer que “porventura, o município terá de despender alguma verba”.

PS espera para ver

O PS aguarda pela apresentação do chamado “plano B” para se pronunciar sobre o mesmo e sobre o que defende para o estádio municipal. Também em declarações aos jornalistas, Eduardo Oliveira começou por lamentar que os vereadores socialistas tenham sabido que o concurso internacional ficou vazio e que havia um “plano B” pela comunicação social.

“Era importante que o presidente explicasse qual é este plano e se nele continua  contemplado o parque de estacionamento e o multiusos”, referiu o vereador, dizendo aguardar, agora, por essas explicações. “Para já, não podemos tomar uma posição sobre um plano que desconhecemos”, concluiu. 

Chega contra financiamento do Município

O vereador eleito pelo Chega, Pedro Alves, lamentou que o concurso público internacional não tenha avançado e disse aguardar com expectativa o projeto que a autarquia vai apresentar como alternativa. 

Porém, Pedro Alves deixou já uma garantia: o Chega não aprovará a canalização de investimento municipal para o novo estádio. “Foi isso que defendemos em campanha eleitoral e é isso que continuamos a defender: nem 1 euro dos munícipes famalicenses deve ser investido neste projeto”. E concluiu: “estamos a falar de uma SAD que hoje está cá, mas  amanhã pode não estar, e de uma SAD que tem lucros de muito milhões”.  

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