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Cultura

Orfeão Famalicense reconhecido como Instituição de Utilidade Pública

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O Governo português atribuiu, no passado mês de março, o estatuto de Instituição de Utilidade Pública ao Orfeão Famalicense. A distinção ocorre no ano em que a coletividade de Vila Nova de Famalicão celebra 110 anos de existência.

A atribuição deste título surge após um processo administrativo que o presidente da instituição, Abílio Dias, descreve como “exigente, moroso, com muita documentação e fundamentação”.

Para o dirigente, este estatuto representa um marco na história da coletividade fundada em 1916. “Isto vai ser importante para nós porque vai nos dar alguma independência financeira”, explica Abílio Dias. Com esta distinção, o Orfeão passa a poder beneficiar da consignação do IRS, um recurso que se somará aos protocolos existentes com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e aos patrocínios da Fundação Cupertino de Miranda e da Junta de Freguesia de Famalicão e Calendário.

As celebrações do aniversário da instituição incluem a interpretação de obras de antigos mestres e compositores da casa, como o Padre Benjamim Salgado, Manuel Simões, Florentino Martins e Fernando Moreira.

Apesar do reconhecimento público e da atividade cultural, a direção identifica a idade dos associados como uma preocupação. Abílio Dias aponta a renovação dos quadros como o desafio principal para o futuro da instituição.

“A faixa etária dos orfeonistas é já bastante elevada e a renovação não é fácil”, afirma o presidente. Segundo o responsável, embora os jovens possuam formação musical, existe dificuldade em cativá-los para grupos corais. Atualmente, o Orfeão conta com a integração recente de novos elementos jovens, processo que a direção pretende continuar a promover para assegurar a continuidade da coletividade.

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