Famalicão
Escuteiros de Telhado assinalaram 50.º aniversário com “muita dinâmica e muita ação”

O Agrupamento de Escuteiros de Telhado assinalou o seu 50º aniversário com uma celebração que reforçou os laços entre gerações. Entre o presente e o passado, 160 pessoas juntaram-se num acampamento, no passado fim de semana, que marcou o vigor de uma comunidade que não para de crescer no núcleo de Vila Nova de Famalicão.
Com meio século de história completado no passado dia 2 de maio, o Agrupamento de Escuteiros de Telhado consolidou a sua posição como um dos maiores da região de Braga. Para celebrar as Bodas de Ouro, o primeiro fim de semana de maio foi dedicado a um acampamento especial que reuniu os atuais 112 elementos e antigos escuteiros, totalizando 160 participantes num ambiente de partilha e nostalgia.
Uma comunidade “ativa”
O sucesso e a vitalidade do grupo, mesmo sendo uma freguesia pequena, são destacados por João Silva, chefe do Agrupamento desde 2020. Para o dirigente, a chave reside na dinâmica e na forte ligação à comunidade. “Temos que ter muita dinâmica, muita ação e muita oferta diferenciada para que os nossos miúdos se sintam cativados”, explica, sublinhando que muitos antigos escuteiros trazem hoje os seus filhos para viverem a mesma experiência.

João Silva, chefe do Agrupamento
O agrupamento conta com apoios fundamentais, como a sede cedida pela paróquia e um espaço da junta de freguesia. Contudo, o grande “trunfo” é um terreno privado cedido por um morador no ponto mais alto da freguesia, que funciona como uma floresta privada para os acampamentos. “É um espaço privilegiado para nós fazermos a nossa ação”, afirma João Silva.
Olhando para o percurso iniciado em 1976, Abel Azevedo, um dos fundadores e antigo chefe de agrupamento durante cerca de 20 anos, recorda com orgulho os primeiros passos. Numa época com menos opções de lazer, os escuteiros surgiram como um espaço de liberdade e aprendizagem. “Valeu a pena”, confessa o fundador, visivelmente satisfeito por ver o desenvolvimento atual do grupo.

Abel Azevedo, fundador, marcou presença nas comemorações
O testemunho dos jovens
A mística do escutismo continua a fascinar os mais novos, que veem no acampamento uma oportunidade de autonomia. Para a lobita Maria Miguel, trata-se, para já, de aprender as coisas mais simples como “lavar a loiça” ou “montar tendas” que lhe vão dando autonomia para as suas tarefas diárias. Já Mafalda Teixeira, exploradora, aprendeu não só a cozinhar mas a “desenrascar-se em qualquer situação”. “”Aprendi que às vezes tenho que sair da minha zona de conforto e divertir-me com o que tenho”, destaca o pioneiro João Rio.

Embora João Silva termine este ano o seu mandato como chefe de agrupamento, o foco permanece inalterado: manter Telhado como uma comunidade unida e resiliente. A história, que começou com um grupo de jovens decididos a servir a comunidade há 50 anos, promete continuar a escrever-se “caminhando”, com a certeza de que o espírito de serviço em Telhado está longe de ter fim.
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