Famalicão
Ensino profissional: CIOR debateu impacto do programa Erasmus+ na mobilidade europeia
A Escola Profissional CIOR, em Vila Nova de Famalicão, acolheu esta sexta-feira, 8 de maio, uma sessão de esclarecimento sobre o programa Erasmus+. O evento sublinhou o papel crucial da mobilidade internacional na formação de jovens e na construção de uma cidadania europeia ativa.
O programa Erasmus+ reafirma-se como muito mais do que um simples intercâmbio académico; é, para muitos, a primeira grande incursão num mercado de trabalho sem fronteiras. Esta ideia serviu de mote para a sessão realizada na Escola Profissional CIOR, que reuniu especialistas, representantes autárquicos e a comunidade escolar para debater os desafios e as oportunidades da mobilidade na Europa.
Cristina Perdigão, vice-presidente do Instituto para o Ensino Superior, destacou a CIOR como um exemplo de sucesso na implementação destes projetos, realçando o impacto profundo que o programa tem a nível humano e pedagógico. A responsável sublinhou que o programa é fundamental para a “construção de uma população europeia verdadeiramente europeia”, lembrando que “até hoje são cerca de 18 milhões de pessoas que já beneficiaram diretamente do programa”.
Cerca de 200 intercâmbios por ano
Para a direção da escola famalicense, a mobilidade é uma peça central do projeto educativo. Amadeu Dinis, diretor da escola profissional CIOR, revelou que a instituição gere anualmente cerca de 200 fluxos. “Fazemos cerca de 100 mobilidades para fora e também recebemos cerca de 100 mobilidades por ano. Isto permite um processo de aculturação muito grande para estes jovens que têm conhecimento com outras realidades”. Segundo o diretor, o crescimento dos alunos é notório, resultando numa formação “mais integrada e integral”.
A voz dos estudantes é o testemunho mais direto do sucesso desta aposta. O aluno Carlos Teixeira foi um dos que expressou o seu entusiasmo pela descoberta: “Tenho gosto de descobrir novas culturas e cada vez que tenho uma oportunidade acabo por aproveitá-la”.
Anamar Fernandes enalteceu a valorização do currículo e a diferença de métodos de ensino: “Acho que é uma boa oportunidade para nós e para o nosso currículo. Têm mais prática que nós e gostei. Era uma escola boa, gostava de futuramente ir estudar para lá”.
Já Eduarda Marques sublinhou a abertura de horizontes que a experiência proporciona. “Acho que é sempre muito importante nós percebermos que o mundo não é só Portugal. Temos facilidade de ter contacto com outros países e outras culturas e a escola consegue-nos proporcionar isso muito bem”, destacou.
Famalicão no centro da Europa
O encerramento da sessão contou com a presença de Mário Passos, presidente da Câmara Municipal de Famalicão, que reiterou o apoio da autarquia a estas iniciativas que potenciam o talento local. “A mobilidade internacional capacita sob o ponto de vista cultural, formativo e educativo. Todas as escolas têm o mesmo propósito, que é capacitar as comunidades e os jovens, promovendo a união”, concluiu o autarca.
A sessão serviu ainda para esclarecer entidades dos setores do ensino escolar e educação de adultos sobre os processos de acreditação para o programa Erasmus+.
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