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Famalicão em Transição convoca comunidade para manhã de recuperação ecológica no Monte de Santa Catarina

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A Associação Famalicão em Transição promove, no próximo sábado, 16 de maio, a terceira iniciativa de controlo de espécies invasoras no Monte Santa Catarina. O objetivo é travar o avanço das acácias e eucaliptos, dando espaço à regeneração natural de sobreiros e carvalhos.

No próximo sábado, dia 16 de maio, o Monte de Santa Catarina será palco de mais uma iniciativa de preservação ambiental. A Associação Famalicão em Transição promove uma “manhã dedicada à recuperação ecológica”, centrada na zona do Penedo da Lua, com o objetivo de travar o avanço de espécies invasoras e consolidar uma floresta mais resiliente.

O trabalho foca-se numa área de 1,3 hectares que, apesar de integrada no projeto da central fotovoltaica dos Mundos, foi salvaguardada para conservação. “Aquele era um local onde existiam bastantes sobreiros e carvalhos alvarinhos. Depois do corte [para a central], eles estão a recuperar naturalmente, mas plantas como as acácias e os eucaliptos têm um crescimento muito mais rápido e estão a conseguir espalhar-se bastante”, explica Gil Pereira, presidente da associação, ao OPINIÃO PÚBLICA.

Para combater esta invasão, a associação utiliza o método do descasque, uma técnica mais eficaz do que o simples corte. “O corte até faz com que as acácias cresçam em maior quantidade e com maior vigor. Por isso temos aplicado o descasque junto ao solo para que as plantas sequem e não voltem a rebentar”, esclarece o dirigente.

Segundo Gil Pereira, esta intervenção minuciosa é necessária para dar uma oportunidade às espécies nativas: “Procuramos dar tempo para que os sobreiros e os carvalhos ganhem dimensão e possam subsistir naquele terreno, voltando a povoar aquela área”, explica.

Prevenção de incêndios no topo da agenda

Além da biodiversidade, a segurança contra fogos florestais é um dos pilares da ação. O presidente da Famalicão em Transição alerta para o perigo das espécies pirófitas (que se regeneram com o fogo), como as acácias e os eucaliptos, que dominam as encostas de Santa Catarina e São João.

“A existência destas grandes manchas é meio caminho andado para continuarmos a ter grandes incêndios”, adverte Gil Pereira. Em contraste, o aumento do bosque de folhosas autóctones cria uma barreira natural: “São plantas muito mais resistentes à propagação do fogo. Mesmo que exista um pequeno incêndio, há muito maior probabilidade de ele ficar contido e não se alastrar descontroladamente”.

Para presidente da coletividade, estas ações são fundamentais num contexto de emergência climática: “Tudo o que fizermos neste sentido é uma mais-valia para termos áreas florestais mais resistentes a alterações climáticas que têm tendência a tornar-se cada vez mais severas”.

A atividade está aberta a toda a comunidade e terá início às 9h30, com ponto de encontro junto à Capela de Santa Catarina, prolongando-se até às 12h30.

A organização aconselha os voluntários a levarem luvas e ferramentas de poda (tesouras ou serrotes), embora exista algum material disponível para empréstimo no local. Com esta ação, a Famalicão em Transição reforça o convite à participação cívica na proteção e valorização do património natural do concelho.

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