Famalicão
Famalicão: Grupo de cidadãos exige proteção municipal de plátanos na Avenida 25 de Abril
Um grupo alargado de cidadãos e diversas entidades famalicenses entregou, esta quarta-feira, dia 15 de maio, uma carta aberta dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, reivindicando a salvaguarda jurídica dos plátanos da Avenida 25 de Abril. Em causa está a preservação de um conjunto arbóreo, com cerca de 70 anos, localizado entre a rua Adriano Pinto Basto e a estação da CP, que os signatários consideram um “património natural insubstituível da cidade”.
A missiva, subscrita por nomes de relevo como o antigo autarca Agostinho Fernandes, o professor universitário António Cândido Oliveira e associações como a Quercus e a Famalicão em Transição, defende que estas árvores são uma ferramenta crucial no combate às alterações climáticas. Atuando como uma “muralha verde que regula a temperatura e a humidade no centro urbano”, os plátanos asseguram ainda a ligação ecológica entre os Parques de Sinçães e da Devesa. Os proponentes solicitam formalmente a classificação do eixo como “Conjunto Arbóreo de Interesse Público Municipal”, ao abrigo do próprio regulamento municipal de gestão do arvoredo.
Uma das grandes preocupações manifestadas no documento prende-se com a manutenção técnica e as intervenções a que as árvores têm sido sujeitas. Os signatários alertam para as “rolagens abusivas” — podas drásticas que comprometem a saúde e a estrutura das árvores — e exigem o cumprimento rigoroso da legislação em vigor (Lei n.º 59/2021). A associação Famalicão em Transição sublinha que, embora existam desafios de convivência urbana, a solução passa pela gestão cuidada e não pelo abate ou intervenção danosa. “Estamos conscientes das questões que devem ser geridas, nomeadamente a resolução dos problemas do pavimento e a correção do alinhamento das guias”, refere a associação, sugerindo como alternativa o alargamento das caldeiras para permitir o desenvolvimento saudável das raízes.
O apelo final dos famalicenses foca-se na sensibilidade do executivo municipal para que estas árvores deixem de ser vistas apenas como elementos estéticos e passem a ser protegidas como um património vivo. Para o movimento, preservar é um “dever de memória” que honra a história da cidade e garante um futuro urbano mais resiliente e equilibrado para todos.
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