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Agressões na EB Júlio Brandão: Associação de pais apela a “reflexão séria e responsável de toda a comunidade educativa”

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A Associação de Pais da Escola Básica Júlio Brandão manifestou “elevada preocupação” face aos episódios de violência física ocorridos na passada segunda-feira, 18 de maio, dentro do recinto escolar. Num comunicado emitido após a divulgação de imagens nas redes sociais — onde um aluno surge a ser severamente agredido por outros dois —, a estrutura representativa dos encarregados de educação apela a uma “reflexão séria e responsável” de toda a comunidade.

“Quando crianças recorrem à violência, falhamos todos enquanto sociedade — escola, família e comunidade”, sublinha a Direção da Associação de Pais.

Na nota divulgada nas redes sociais, a Associação esclarece que o Agrupamento de Escolas agiu prontamente e dentro das suas competências legais e que os encarregados de educação dos alunos do 5.º ano envolvidos foram imediatamente contactados e a situação foi encaminhada para as autoridades competentes.

Neste momento, os três menores encontram-se a receber acompanhamento por parte da escola, em articulação com as entidades adequadas, com vista a assegurar “uma resposta educativa, disciplinar e humana perante uma situação particularmente sensível”.

A Associação sublinha que a escola, que conta atualmente com cerca de 1400 alunos, acolhe “realidades familiares, sociais e emocionais muito distintas” e que é impossível ignorar “os desafios crescentes que diariamente se colocam às escolas, aos profissionais de educação e às famílias” neste contexto de grande diversidade.

O apelo à participação das famílias

O episódio serviu também para uma chamada de atenção aos próprios encarregados de educação do agrupamento. Assumindo com “frontalidade” que a atual representatividade da Associação se fixa em apenas 25% dos pais, a estrutura considera este número “aquém do desejável e do necessário”.

“Não podemos exigir uma escola participada e humanizada sem o envolvimento efetivo das famílias na vida escolar”, alerta o documento. A Associação pede que os pais estejam “verdadeiramente presentes na vida das crianças — dentro e fora da escola”, educando para a empatia e para a resolução pacífica de conflitos.

A rematar o comunicado, a Associação de Pais deixa um apelo veemente à serenidade e ao “respeito absoluto pela privacidade dos menores envolvidos”. Pede-se a máxima responsabilidade, instando a população a travar a partilha de imagens, vídeos ou comentários depreciativos nas redes sociais.

“Nenhuma criança deve ficar marcada por um erro cometido na infância. Mas nenhuma situação de violência pode ser relativizada ou ignorada”, concluem os representantes dos pais, lembrando que “só uma comunidade educativa unida, consciente e participativa conseguirá garantir uma escola mais segura”.

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