Famalicão
Novo parque do Centro de Saúde divide oposição: PS chumba projeto por “falta de planeamento”, Chega viabiliza
Foi aprovada, na reunião do executivo desta quinta-feira, 23 de maio, a proposta para a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Avenida 25 de Abril, junto ao Centro de Saúde de Famalicão. O novo parque, cuja empreitada avança agora para concurso público com um preço base de 2,6 milhões de euros, terá cerca de 89 novos lugares de estacionamento público tarifado.
O investimento de 2,6 milhões de euros expôs uma clara divisão nas bancadas da oposição. Enquanto o Partido Socialista votou contra, apontando falhas no planeamento a longo prazo, o Chega votou a favor, sublinhando a urgência de criar novos lugares na cidade.
O PS justificou o voto contra com a convicção de que a infraestrutura, apesar de avultada, “não responde às necessidades de hoje”, explica Cláudia Vieira. No seu entender, a questão central reside na falta de visão estratégica. “Vamos agora investir mais de 2 milhões de euros e quantos anos de resposta é que vamos ter?”, questionou, aproveitando a intervenção para reiterar que o PS defende a construção de um novo hospital e que a Unidade Local de Saúde (ULS) precisa de outra “estrutura e planeamento”.
A socialista levantou ainda sérias dúvidas sobre o futuro modelo de utilização do espaço, alertando para o risco de o parque não servir quem mais precisa caso não existam regras estritas. “É claro que vai ter que haver um regulamento, porque se todos os funcionários estacionarem não vai haver apoio nem aos doentes urgentes, nem aos doentes com dificuldade de mobilidade”, frisou.
Em sentido oposto votou o Chega. Pedro Alves considerou que Famalicão tem uma carência evidente que precisa de respostas, o que ditou o voto favorável do seu partido. “Nós não podemos defender mais estacionamento e depois votar contra, nem podemos abster-nos”, justificou o vereador. Pedro Alves reconheceu a obrigatoriedade legal de acautelar lugares para ambulâncias e utentes, sublinhando que a nova estrutura, “além de servir a cidade, também vai servir um edifício muito importante”.
Executivo promete regulamento focado nos utentes
Face às dúvidas levantadas pela oposição, o vereador Hélder Pereira assegurou que “dar resposta aos utentes do próprio Centro de Saúde” é, de facto, o “principal objetivo” da empreitada.
O responsável camarário garantiu que a gestão do espaço será acautelada pelo município e que o regulamento ditará as prioridades de uso. “Como em qualquer parque de estacionamento gerido pelo próprio município, haverá de ter o seu modelo de gestão e, a seu tempo, daremos as informações necessárias e com as respetivas orientações”, explicou Hélder Pereira, confirmando que, embora o foco recaia nos utentes e ambulâncias, o parque poderá também ser utilizado pela “população em geral”.
A abertura do concurso público para o parque subterrâneo avançou assim com os votos favoráveis da coligação PSD/CDS-PP e do Chega, esbarrando na oposição isolada do Partido Socialista.
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