Famalicão
PS de Famalicão critica “caos” no trânsito e exige respostas urgentes sobre o PDM
O Grupo Municipal do Partido Socialista (PS) interveio na última sessão da Assembleia Municipal de Vila Nova de Famalicão para questionar a Câmara Municipal sobre os problemas de mobilidade urbana e o estado do processo de revisão do Plano Diretor Municipal (PDM).
O deputado do PS António Varela abordou a questão do estacionamento ilegal e do congestionamento de trânsito. Segundo o eleito, a presença de viaturas estacionadas nos passeios tornou-se uma prática regular na cidade, condicionando a circulação de peões, especialmente de pessoas com mobilidade reduzida, idosos e crianças.
“O estacionamento abusivo em cima dos passeios é hoje recorrente em várias zonas de Famalicão. […] Em muitos casos, os peões acabam por ser obrigados a circular pela faixa de rodagem, com evidente prejuízo para a sua segurança”, referiu António Varela.
O socialista sublinhou que a situação atinge níveis de maior complexidade nas horas de entrada e saída das escolas, mencionando vias como a Avenida Marechal Humberto Delgado, Avenida Narciso Ferreira, Avenida 25 de Abril, Avenida de França e a Rua D. Sancho I. O PS alertou para a insuficiência de zonas de tomada e largada de alunos e recusou a justificação baseada em comparações estatísticas com outros municípios, pedindo antes medidas concretas para libertar os passeios.
O partido questionou o executivo sobre a existência de um levantamento atualizado dos pontos críticos e sobre o plano de intervenção para o próximo ano letivo. Em resposta, a bancada do PSD apontou o fim dos contratos de associação como a origem dos constrangimentos no trânsito local. O PS rejeitou esta justificação, considerando que o poder de atração das escolas públicas do concelho deve ser valorizado e não utilizado para justificar dificuldades de planeamento.
Já a deputada municipal Sandra Santos dirigiu-se ao presidente da Câmara, Mário Passos, solicitando a apresentação da visão estratégica do novo PDM antes do período de férias do município. A deputada recordou que a população já apresentou os seus contributos durante a fase de participação pública e aguarda uma resposta institucional.
O PS criticou aquilo que classificou como “silêncio, demora e opacidade” por parte da autarquia face a dossiers que têm gerado debate em várias freguesias, nomeadamente os terrenos do Estádio Municipal e do Campo de Treinos, a envolvente do Parque da Devesa e a zona das Pateiras, em Fradelos. Segundo a bancada socialista, o processo tem carecido de diálogo com a população.
O Grupo Municipal defendeu que o PDM deve ser regido por regras claras, rejeitando a edificação sobre linhas de água — como no caso do Ecoparque em Cabeçudos — ou a transformação de áreas ecológicas em zonas de construção. O PS reiterou a necessidade de um documento estrutural integrado que vá além da gestão do solo e articule o desenvolvimento económico, com respostas aos níveis da mobilidade, habitação acessível e espaços de bem-estar para o concelho.
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