Famalicão
Bombeiros Famalicenses pedem mais apoios financeiros e solidez no corpo ativo na celebração dos 99 anos
A Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses assinalou, este sábado, dia 27 de junho, o seu 99.º aniversário. O evento incluiu momentos de protocolo militar, homenagens e o lançamento formal das atividades do centenário.
A corporação dispõe de um quadro ativo na ordem dos 175 elementos. O presidente da instituição, Amadeu Carneiro, explicou que a associação mantém a capacidade de atrair efetivos, mas regista alterações no tempo de permanência de cada elemento. “Os jovens têm a vontade do voluntariado, mas estes percursos de longevidade já não se atingem como antigamente. De modo que há aqui uma maior rotatividade e, portanto, é preciso sempre renovar a equipa porque o socorro é cada vez mais necessário”, referiu o dirigente.
Amadeu Carneiro abordou ainda o financiamento da corporação, indicando que as verbas transferidas pelo Estado são insuficientes. “As retribuições do Estado que vêm através do serviço de socorro que prestamos, do INEM, quer do dispositivo de combate a incêndios, e o subsídio aos corpos de bombeiros não cobre de maneira nenhuma as despesas que temos”, declarou o presidente, sublinhando também que o transporte de doentes não urgentes “já não é uma fonte de receita como foi em outros anos”.
Já o comandante dos Bombeiros Voluntários Famalicenses , Bruno Alves, destacou a existência de cerca de 70 elementos em instrução, distribuídos por três escolas. Sobre a gestão dos recursos humanos, o responsável pediu a fixação dos elementos no corpo ativo após o período de instrução. “Investe-se na formação e depois o bombeiro está 5, 6 anos e vai-se embora. E isto tem despesa, tem gastos, tem desgaste para quem forma. É isto que nós apelamos, ara quem venha, tenha a formação e aproveite a formação e depois tenha uma permanência”, afirmou.
Na área operacional, a estratégia passa pelo reforço de competências técnicas. “Queremos que a especialização seja um ponto dentro do corpo de bombeiros essencial porque temos que fazer a diferença nos teatros de operações”, indicou Bruno Alves. O comandante deixou também um pedido de aumento de suporte material e financeiro às entidades públicas e cidadãos: “Apelo à sociedade civil, ao governo central, ao governo local, que nos apoie mais porque precisamos para ser cada vez mais capazes”.
As comemorações do centenário da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários Famalicenses terão início em janeiro e vão prolongar-se até dezembro de 2027, mediante um programa desenvolvido por uma comissão de honra constituída para o efeito.
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