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Famalicão

Incêndios: dia negro em Famalicão com violenta vaga que põe à prova dispositivo municipal quatro dias após anúncio de reforço

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Vila Nova de Famalicão tem estado a enfrentar, nesta quinta-feira, momentos dramáticos, fustigada por fogos violentos que deflagraram nas zonas de Vermoim/Vale São Martinho e Nine/Arnoso Santa Eulália.

As chamas, fortemente alimentadas por rajadas de vento, têm ameaçado habitações e obrigaram à mobilização urgente de dezenas de operacionais no terreno, de várias corporações da região, acompanhados pelo reforço de vários meios aéreos para conter cenários de grande aflição, principalmente junto às casas. Um agravamento severo que acabou por quebrar de forma abrupta o ambiente de “tranquilidade estatística” que havia sido elogiado publicamente pela autarquia no início desta semana.

O fogo de maiores dimensões começou de madrugada nos Montes de Vermoim, concentrando inicialmente uma força de 66 operacionais. O vento forte que assolou a região dificultou gravemente os trabalhos de contenção, projetando o incêndio perigosamente para junto de uma área residencial. Embora a ocorrência tenha entrado numa fase de aparente rescaldo durante a manhã, ao início da tarde, uma reativação violenta fez surgir várias frentes activas que progrediram em direção à freguesia de Vale São Martinho. Em simultâneo, a preocupação estendeu-se ao Vale do Este, na zona de Arnoso Santa Eulália e Nine, onde outro incêndio de grandes dimensões ainda colocava, à hora de fecho deste edição, várias habitações em perigo iminente, forçando a intervenção de dezenas de operacionais, apoiados pelo ataque musculado de quatro meios aéreos. No terreno, o nervosismo era palpável e os relatos das autoridades locais confirmavam que o fogo estava “bravo” e que a proximidade das chamas às moradias era altamente preocupante.

Recorde-se que, no início da semana, a Câmara Municipal de Famalicão chamou a imprensa para apresentar o seu Dispositivo de Vigilância Florestal. Na ocasião, o presidente da Câmara, Mário Passos, ladeado pela vereadora da Proteção Civil, Vânia Marçal, e pelo coordenador municipal, Manuel Pinheiro, anunciou o reforço da vigilância em regime de proximidade com a ativação de quatro Unidades Locais de Proteção Civil em Ribeirão, Pedome, Vale S. Martinho e na União de Freguesias de Vale S. Cosme, Telhado e Portela. O autarca aproveitou aind aa ocasião para se congratular com os “excelentes indicadores” do concelho, lembrando que Famalicão terminara o ano de 2025 com 24,1 hectares de área ardida, o registo mais baixo da última década, e que em 2026 se contabilizavam apenas 19 ignições e 9,43 hectares consumidos.

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