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Obras, comunidade e ambição: O rumo de Joane e Ribeirão aos 40 anos de vila

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Na passada sexta-feira, dia 3 de julho, o concelho assistiu a um marco histórico duplo: as vilas de Joane e Ribeirão celebraram o seu 40.º aniversário de elevação a vila. Uma data redonda que serviu não apenas para festejar o passado e a identidade local, mas sobretudo para fazer um balanço estratégico e projetar o futuro de duas das mais dinâmicas freguesias da região. Apesar das suas particularidades, ambas partilham um forte sentido de comunidade, alicerçado no associativismo, e uma vontade clara de continuar a crescer através de obras estruturais.

Sob um calor intenso e com um programa repleto de atividades, Joane fez a festa com a prata da casa. Para o presidente da Junta de Freguesia, Alberto Fernandes, a data trouxe à memória os seus tempos de juventude. “Recordo-me muito bem quando Joane teve a elevação a vila”, começou por partilhar o autarca, lembrando os tempos em que jogava futebol e representava a terra. “Era uma coisa engraçada porque as pessoas olhavam para nós de uma forma diferente, já éramos vila, já tínhamos a nossa condição, e isso a mim alegrava-me bastante”, confessou.

Olhando para a realidade atual, o autarca reconhece que o desenvolvimento tem esbarrado em alguns atrasos estruturais, mas apela à paciência da população. “É o que eu costumo dizer aos meus conterrâneos uma coisa muito simples: a sua rua não foi resolvida mas vai ser resolvida, nós estamos atentos”, assegurou. Entre as obras mais aguardadas está a nova Unidade de Saúde Familiar que, apesar dos contratempos amplamente discutidos, será uma realidade. “Admito que nos próximos tempos as coisas vão encaminhar-se e garantidamente que Joane terá uma nova unidade de saúde familiar, não há volta a dar em relação a isso”, frisou o edil. A par da saúde, Alberto Fernandes destacou a profunda reformulação da Escola Padre Benjamim Salgado, uma instituição com quase 50 anos de história, e as complexas obras na Estrada Nacional 206 que, embora perturbem o dia a dia, vão “valer a pena”.

Contudo, a maior riqueza de Joane não se mede em betão. Alberto Fernandes elegeu as coletividades locais como o verdadeiro motor da terra, notando que ao terem “associações muito ativas, também tira trabalho” à autarquia. Por isso, deixou uma garantia: “Nós temos aqui uma série de associações que há muitos anos reclamam melhores condições para exercerem a atividade cultural e desportiva que têm. Para mim, nos próximos anos, será a minha grande luta, a minha grande arma, tentar dar resposta a essa situação”.

Em Ribeirão, o tom também foi de consolidação e ambição. Atingir a marca das quatro décadas representa, nas palavras do presidente da Junta de Freguesia, Leonel Rocha, uma etapa de ouro. “Estamos na ternura dos 40 e efetivamente revela maturidade de uma terra ou de uma vila. Revela que muita coisa já foi feita, portanto já temos história da qual nos orgulhamos”, sublinhou. No entanto, o autarca deixou claro que não é tempo de parar: “Os 40 anos é também um ano de planificar, um ano de balanço, para depois podermos alcançar outros patamares”.

As infraestruturas continuam a ser uma prioridade absoluta para garantir a segurança e a qualidade de vida dos residentes, especialmente numa vila que ostenta a maior rede viária de todo o concelho. O executivo local tem metas bem definidas, assumindo que “Ribeirão continua a precisar de muita coisa”. Entre as prioridades está a conclusão da terceira fase do edifício da Junta de Freguesia com o Salão Nobre, o que exigirá a prévia construção de um armazém e estruturas de apoio junto ao parque de lazer. A vila prepara-se ainda para arrancar com a construção do aguardado Pavilhão Multiúsos e projeta a consolidação de uma praça central. No que toca à mobilidade, o presidente destacou a iminente inauguração da famosa Rua do Xisto, que “muito contribuirá para retirar algum trânsito do centro”.

Tal como em Joane, o progresso de Ribeirão faz-se de mãos dadas com a comunidade. “O principal de Ribeirão são as pessoas”, vincou o autarca, sublinhando a força de uma rede de cooperação invejável. Com cerca de 25 associações ativas de todas as áreas, além das escolas, paróquia e indústrias, a junta assume-se como “o motor da engrenagem de toda esta máquina”. “Com o associativismo torna-se tudo muito mais fácil e nós aí somos, efetivamente, muito ricos”, concluiu, certo de que o futuro da vila continuará a ser construído em conjunto.

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