Connect with us

Famalicão

IL Famalicão acusa Mário Passos de inflacionar chefias na Câmara para criar “máquina de apoio” autárquico

Imagem do avatar

Publicado há

em

Liberais estimam um impacto anual de dois milhões de euros com a duplicação de cargos, aprovada pela coligação PSD-CDS e pelo Chega. Coordenador local fala em “prémio à lealdade política”.

A Iniciativa Liberal (IL) de Vila Nova de Famalicão lançou um apelo às restantes forças partidárias do concelho para contestarem o recente aumento de cargos de chefia na Câmara Municipal. Em comunicado enviado às redações, o partido manifesta uma forte preocupação com a reestruturação dos serviços, alegando que os novos postos poderão ser instrumentalizados por Mário Passos para desenhar uma “máquina de suporte” a uma eventual candidatura independente nas eleições autárquicas de 2029.

A tomada de posição surge num momento de aparente isolamento político do autarca, com a IL a sublinhar que o atual presidente da autarquia se encontra “sem apoio político do PSD Famalicão”. Perante este cenário, os liberais consideram vital que o executivo municipal apresente uma explicação clara sobre os critérios de seleção para as novas chefias, alertando para o risco de a “lealdade ao presidente” se sobrepor ao mérito técnico na ocupação dos lugares.

Um impacto de dois milhões de euros anuais

O novo organograma da Câmara Municipal de Famalicão, que prevê a duplicação dos cargos de chefia, foi aprovado numa Assembleia Municipal Extraordinária realizada na passada sexta-feira, 8 de maio de 2026. Segundo as projeções da IL, a medida representará um encargo financeiro de aproximadamente dois milhões de euros por ano para os cofres municipais. A proposta, apresentada pela coligação maioritária PSD-CDS, mereceu o voto favorável do Chega, tendo os liberais lamentado a “ausência de apresentação de uma estimativa de aumento dos gastos” por parte do executivo durante a sessão.

Para Paulo Ricardo Lopes, coordenador da IL Famalicão, as novas regras de contratação trazem ainda um motivo acrescido de perplexidade: a possibilidade de acesso a cargos de chefia por parte de profissionais que não dispõem de grau de licenciatura. O dirigente local considera que este fator é “um claro sinal de que estas novas chefias serão usadas para premiar lealdade política e criar a rede de apoio que Mário Passos perdeu”.

Mega gabinete de comunicação municipal

No mesmo documento, a estrutura da IL endurece o tom e acusa Mário Passos de adotar uma postura “despesista” e de ser “um verdadeiro adepto da política do maior orçamento de sempre”. A força política vai mais longe e aponta ainda tentativas de controlo da comunicação social da região, apontando duas vias distintas para essa alegada pressão: “quer seja pela tentativa de a asfixiar financeiramente como pela construção de um mega gabinete de comunicação municipal que propague a narrativa do presidente”.

Garantindo manter “altos níveis de escrutínio” em representação dos contribuintes famalicenses, a IL exorta a oposição a unir-se para impedir o que classifica como uma falta de “cultura político-democrática” que prejudica diretamente o município.

PARTILHE ESTE ARTIGO:

Mais vistos

error: Conteúdo protegido