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Famalicão

Candidato do PS à Câmara pede parque subterrâneo no centro da cidade

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O Partido Socialista (PS) lamenta que os mais de 8 milhões de euros que estão a ser gastos na reabilitação da zona central da cidade de Famalicão não tivessem sido “parcialmente investidos na construção de um parque de estacionamento subterrâneo”. Esta tem sido a necessidade mais vezes apontada aos dirigentes e candidatos autárquicos do PS Famalicão pelos moradores e comerciantes afetados pelas obras que, desde outubro passado, ali decorrem, avança o partido em nota à imprensa.

Na última segunda-feira, Eduardo Oliveira, líder concelhio e candidato do PS à presidência da Câmara Municipal, esteve em contacto com empresários e moradores das ruas de Santo António e de Adriano Pinto Basto, que na passada semana fecharam ao tráfego automóvel, para avaliar do impacto da medida decidida pela Câmara.

“Fui bem recebido e fiquei espantado ao saber que nenhum vereador nem o presidente Paulo Cunha teve, até ao momento, um gesto idêntico. As pessoas gostam de ser escutadas”, comenta o candidato que foi acompanhado na visita pelo seu n.º 2 para a Câmara Municipal, Paulo Folhadela, e pelos cabeças de lista do PS nas uniões de freguesias de Antas e Abade de Vermoim, Sofia Lopes Correia, e de Famalicão e Calendário, António Silva.

Segundo Eduardo Oliveira, há lojistas das ruas de Santos António e de Adriano Pinto Basto que “receiam pelo futuro dos seus negócios” e que “dão agosto como perdido”. E se as obras resvalarem no tempo, alerta, as “receitas do Natal podem estar ameaçadas”.

Por isso, os comerciantes com quem falou entendem que “tem de haver uma intervenção política que os salvaguarde, desde já, de situações extremas, tanto mais que vários negócios ainda estão bastante condicionados pela pandemia”.

O candidato á Câmara diz também que as questões do aparcamento automóvel para moradores e clientes do comércio tradicional e a integral pedonalização de várias artérias enquadradas no quarteirão formado à volta das praças de D. Maria II e Mouzinho de Albuquerque são as que suscitam mais interrogações e críticas. O corte de árvores e a substituição do pavimento de calçada à portuguesa por lajes de granito serrado, em parte da Praça D. Maria II, também estão longe de reunir a unanimidade de quem mora na zona ou tem lá uma loja comercial aberta, segundo o líder concelhio do PS.

“Este tipo de investimentos, que são avultados e só são possíveis de fazer com recurso a fundos comunitários, devem resultar de consensos alargados, na Câmara e na comunidade famalicense, porque vão ter impactos na vida das pessoas e na cidade durante muitos anos, décadas até. E não deviam ser feitos no fim de um mandato autárquico, para não haver a tentação de aproveitamentos eleitoralistas. Por isso, não posso isentar de responsabilidades os decisores políticos pelas consequências nefastas que estas obras estão a ter no dia a dia de tantas pessoas”, conclui Eduardo Oliveira.

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