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Lisboa impõe ordem em Famalicão: PSD volta atrás, perdoa Mário Passos e abafa crise em vésperas de férias

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foto: Hugo Soares, Secretário geral do PSD

Na manhã do passado dia 20 de junho, três dias após a concelhia de Famalicão ter retirado a confiança política a Mário Passos, a cúpula nacional do PSD viu-se forçada a intervir diretamente no braço de ferro em Vila Nova de Famalicão para estancar a crise política e obrigar a concelhia e presidente da Câmara a recuarem nas posições tomadas. Numa cimeira de emergência realizada na sede da Distrital de Braga, e só agora tornada pública, a direção nacional do partido juntou à mesma mesa Hugo Soares, Secretário-Geral da Comissão Política Nacional; Pedro Alves, Coordenador Autárquico Nacional; Carlos Reis, presidente da Distrital; Paulo Reis, líder da concelhia e o próprio autarca Mário Passos para selar a paz armada e impor o regresso à disciplina partidária.

De acordo com um comunicado emitido apenas na noite de ontem, 31 de julho, a Comissão Política Nacional marca uma posição de autoridade ao declarar a sua total e inequívoca confiança no executivo municipal legitimamente eleito e, de forma categórica, no presidente Mário Passos e na sua equipa de vereação. A cúpula nacional sublinhou a relevância da boa colaboração institucional e partidária para a prossecução do mandato autárquico sufragado pelos famalicenses nas urnas.

Perante o peso político da intervenção direta de Lisboa, a Comissão Política Concelhia do PSD de Famalicão viu-se forçada a reajustar publicamente a sua posição. A estrutura local passou a reiterar a sua confiança no projeto da coligação “Mais Ação, Mais Famalicão”.

Em declarações à Fama Rádio, Paulo Reis afirmou: “Nessa reunião, eu expliquei os motivos da retirada da confiança política, que foi o não respeito, na reunião de câmara, de uma indicação política, de um assunto, de um tema político que a comissão política tinha dado. No final dessa reunião, que durou uma hora e pouco, o presidente da câmara, Mário Passos, comprometeu-se e assumiu que iria repor essa condição e esse assunto e tema político. Reposta a normalidade, está reposta a normalidade.”

Questionado o motivo do partido ter levado 11 dias a comunicar a decisão, o dirigente diz apenas que “foi o tempo que nós achámos e porque estive fora e só agora tive a oportunidade. Mas, obviamente, houve ali uma reunião e depois teve que se escrever aquele comunicado e não houve oportunidade antes.”

Neste novo enquadramento, estabeleceu-se uma solução de compromisso em que Mário Passos reafirma que o tributo municipal deve abranger todos os autarcas que exerceram funções em democracia. O presidente da Câmara comprometeu-se a contactar diretamente todos os ex-presidentes ou os respetivos representantes para auscultar a intenção de atribuir o seu nome a caminhos, espaços ou equipamentos municipais. Na sequência desse levantamento individual, o edil levará a reunião de executivo uma proposta abrangente que reflita a vontade expressa por cada um dos antigos presidentes, pacificando assim a vertente institucional do município.

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