Connect with us

Famalicão

Complexo Habitacional de Lousado de “cara lavada”. Investimento de 1,2 milhões de euros concretiza pretensões antigas dos moradores

Imagem do avatar

Publicado há

em

Quarenta e uma famílias do Complexo Habitacional de Lousado estão a ser beneficiadas por um projeto de requalificação das suas moradias. Com foco na melhoria do conforto térmico e da eficiência energética, a empreitada representa um investimento municipal de 1,2 milhões de euros, estando a sua conclusão prevista para novembro deste ano. A intervenção inclui uma intervenção profunda que passa pela reabilitação das coberturas, substituição de caixilharias, colocação de isolamento exterior (capoto), pinturas interiores e exteriores, e ainda a instalação de novas cozinhas. Recentemente, o executivo municipal aprovou um reforço financeiro de cerca de 50 mil euros para fazer face a necessidades complementares detetadas em algumas habitações, fruto do seu estado de degradação.

Para a comunidade local, a intervenção responde a um problema com várias décadas. Abílio Maciel, presidente da Associação de Moradores, faz um balanço muito positivo da iniciativa, lembrando que o complexo habitacional foi construído em 1984 e nunca tinha sido alvo de obras desta dimensão. “O pessoal está mais que satisfeito. Estas casas de inverno eram muito frias e de verão eram muito quentes”, refere o representante, acrescentando que, nas habitações já concluídas, nota-se que o ambiente interior está “mais fresco”.

Apesar da satisfação geral, a empreitada não abrange a totalidade do bairro. Vinte e seis moradias não foram incluídas no projeto por serem propriedade dos respetivos moradores e não estarem sob o regime de arrendamento municipal. Abílio Maciel aponta que esta exclusão deixará o bairro com “alguns remendos” visuais, intercalando casas renovadas com outras mais antigas, e manifesta a intenção de dialogar com a autarquia para tentar viabilizar, pelo menos, a colocação de capoto e caleiros nestas frações. Em cima da mesa, nas conversações regulares com a câmara, estão também as necessidades de intervenção ao nível do saneamento e das águas pluviais daquela zona residencial.

No terreno, enquanto algumas casas já estão prontas, noutras os trabalhos decorrem a bom ritmo, gerando um sentimento de alívio e gratidão entre a vizinhança. Paula Santos, moradora do complexo, destaca a importância da obra, enumerando o novo material de alumínio, as portas, as madeiras e as pinturas já efetuadas na sua casa, faltando apenas a conclusão da cozinha. “Se não [fosse a câmara] tínhamos que ser nós e não tínhamos dinheiro para isto, nem pensar. Para mim foi um presente”, confessa, sublinhando que as casas estavam num estado “muito mau” e que a intervenção “era mesmo precisa”.

O mesmo sentimento é partilhado por Maria José Azevedo, outra residente, que detalha já ter o capoto e as janelas colocadas, aguardando agora as persianas e a pintura final. Apesar de esperar pelo fim dos trabalhos para o balanço definitivo, garante que, com aquilo que já lhe foi feito na casa, está “satisfeitíssima”.

PARTILHE ESTE ARTIGO:

Mais vistos

error: Conteúdo protegido