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Famalicão

Atrasos no Centro de Saúde de Joane e segurança aquecem reunião de Câmara

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A mais recente reunião do executivo municipal, realizada esta quinta-feira, foi pautada por debates entre a maioria e a oposição. Em cima da mesa estiveram dois temas centrais que geraram discórdia: a derrapagem nos prazos da obra do Centro de Saúde de Joane e a permuta de terrenos para viabilizar a instalação de uma nova unidade industrial no concelho. O debate estendeu-se ainda à segurança pública.

Risco de perda de fundos no Centro de Saúde de Joane

O Partido Socialista (PS) confrontou o executivo liderado por Mário Passos face aos atrasos significativos nas obras do Centro de Saúde de Joane, alertando para o risco de perda de financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O vereador socialista Ivo Sá Machado acusou a autarquia de inércia perante os incumprimentos do empreiteiro. “O prazo que tínhamos era de cerca de 540 dias, apontado para agosto do presente ano. É verdade que as coisas começaram a descambar logo no princípio”, afirmou o vereador. Ivo Sá Machado defendeu que o município “não agiu de forma acutilante” para precaver a atual situação, criticando a falta de pressão sobre a construtora: “O senhor presidente da Câmara devia ter sinalizado e chamado a atenção ao empreiteiro, porque, efetivamente, o caso é grave. São 2.100.000 euros que corremos o risco de perder”.

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, rejeitou qualquer inércia e revelou que há novas perspetivas de financiamento, suportadas por uma orientação técnica da CCDR e por um novo decreto-lei publicado no mesmo dia da reunião. Estes mecanismos preveem que obras que tenham ficado aquém dos 90% de execução “possam ter um enquadramento para que no futuro possam ser patrocinadas, ou por via do PRR, no âmbito de uma reprogramação, ou por via do Portugal 2030”, explicou o edil.

O autarca garantiu ainda que foi dada uma derradeira oportunidade ao empreiteiro. A empresa foi notificada para confirmar se está interessada em concluir a obra: “Se aceitar e não o fizer, há consequências que estão vertidas na própria proposta, muito gravosas para a empresa”, assegurou Mário Passos.

Criminalidade no Parque da Juventude

Na reta final da sessão, a segurança no concelho também mereceu debate. O vereador do Chega usou da palavra para alertar o executivo sobre a persistência de problemas e indícios de criminalidade no Parque da Juventude.

Esta visão foi prontamente contrariada pelo vereador com o pelouro da segurança, Hélder Pereira, que assegurou que a situação no local tem registado melhorias significativas. Hélder Pereira aproveitou a ocasião para tranquilizar os munícipes, sublinhando que os indicadores oficiais demonstram que Vila Nova de Famalicão continua a registar níveis de criminalidade abaixo da média do distrito.

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