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Chega de Famalicão arranca ano político com sessão de esclarecimento e aponta à presidência da Câmara em 2029

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A Comissão Política Concelhia do partido Chega de Famalicão promove no próximo dia 4 de setembro, pelas 20h30, uma sessão de esclarecimento no Auditório da União de Freguesias de Famalicão/Calendário. O evento, que assinala a rentrée política da estrutura concelhia, visa apresentar o trabalho desenvolvido ao longo do atual mandato e debater as respostas aos problemas do município juntamente com a população.

Concebido como uma alternativa aos formatos habituais de arranque do ano político, o encontro pretende fugir aos “jantares com lanches megalómanos”. Segundo Pedro Alves, vereador e líder da concelhia famalicense, a intenção é promover “uma coisa mais humilde”, assente numa política de proximidade. “Nesta noite temos a oportunidade de conversar com eles [militantes e famalicenses], tentar perceber qual é o feedback que eles têm sobre o nosso desempenho, tentar também entender se as pessoas estão satisfeitas com a atual governação municipal”, explicou em entrevista. O objetivo principal é prestar contas, de forma descontraída, sobre o trabalho realizado no executivo camarário e pelos deputados na Assembleia Municipal.

Oposição “positiva” e resolução de problemas

Para o autarca, a atuação do Chega em Famalicão tem-se pautado por uma “oposição positiva”. Pedro Alves admite que “é difícil nós fazermos propostas quando não somos governo municipal”, uma vez que as sugestões podem, ou não, ser acatadas por quem lidera a autarquia. Ainda assim, considera o balanço positivo e rejeita uma postura de mero confronto.

“As pessoas não esperam que eu seja agressivo, as pessoas não esperam que eu seja mal-educado, esperam é que os problemas delas sejam resolvidos. E eu tenho sabido levar os problemas das pessoas e eles têm sido resolvidos de uma forma calma e tranquila”, salientou o vereador. O dirigente recordou ainda que, no momento em que assumiu a liderança do partido a nível local, os seus elementos eram vistos como “bichos papões”, um estigma que garante ter sido ultrapassado através do contacto com as associações e as freguesias. “Não importa chegar a uma associação, fazer uma visita e falar mal do executivo, importa é dizer que também estamos cá e também vamos apoiar. É saber dizer o sim e é saber dizer o não nos momentos certos”, sublinhou.

Crescimento do partido e reestruturação interna

A sessão servirá igualmente para refletir sobre o crescimento do partido a nível concelhio. Pedro Alves, que recentemente foi reeleito vice-presidente da comissão política distrital de Braga, notou que a estrutura local passou de 30 para 432 militantes (com cerca de 85 a 87% em atividade) nos últimos quatro anos. O líder concelhio defende que o trabalho feito já se reflete no terreno: “Temos dados concretos que o nosso crescimento e temos dados concretos que hoje o resultado [nas urnas] seria diferente, e nós iríamos ter um resultado melhor ainda”.

Para acompanhar este aumento de militância, o partido prepara-se para dar posse, dentro de cerca de um mês, a uma nova estrutura orgânica. Além da comissão política e da mesa concelhia — que terá João Pedro Castro como presidente —, serão formalizados gabinetes de estudos e consolidados os “núcleos de freguesia”, essenciais para o trabalho de proximidade.

O caminho até às Autárquicas de 2029

O reforço destas bases aponta para uma meta eleitoral a médio prazo. Com a garantia de que continuará a liderar a estrutura do partido no concelho, Pedro Alves não esconde a ambição para as próximas eleições autárquicas, rejeitando a ideia de aparecer apenas em época de campanha.

“Em 2029, o grande objetivo é eu ser presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão com uma estrutura muito forte, com uma estrutura muito sólida”, declarou de forma categórica. Assumindo que este “é um caminho longo e árduo” e comparando o percurso político a “um campeonato” que exige consistência, o vereador assegurou que o partido continuará focado em apresentar soluções sustentadas para o concelho. Até lá, as prioridades da concelhia passam por “continuar a batalhar pela habitação, pela segurança, por novas estruturas e infraestruturas no concelho”, bem como reivindicar um maior apoio aos presidentes de junta, mostrando à população uma alternativa governativa com “ideias rejuvenescidas e inovadoras”.

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