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Frutivinhos confiante numa boa vindima em Famalicão

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Na próxima semana começam, um pouco por todo o concelho de Famalicão, as vindimas.

A Frutivinhos – Cooperativa Agrícola de V.N. de Famalicão, que representa uma grande parte dos produtores de uvas no concelho, está confiante numa boa campanha de vinhos, ao contrário do que aconteceu o ano passado. “A campanha do ano anterior foi má, devido, sobretudo, a questões climatéricas, que se fizeram sentir no vale do Ave e do Cávado”, sublinha o presidente da Frutivinhos, em entrevista ao OPINIÃO PÚBLICA.

Alberto Carvalho tem, assim, as expetativas elevadas em relação às vindimas de 2022 e espera que em Famalicão se produza mais vinho do que no passado, apesar da seca extrema que também afetou o Norte de Portugal.

“A produção não foi afetada, no entanto a seca fez com que as uvas ficassem mais pequenas. A chuva que apareceu agora (nos últimos dias) foi milagrosa”, explica o presidente, avançando que “todos os intervenientes na produção de vinho estão a começar a pensar em abrir na próxima semana”. “Só esperamos que a chuva não se prolongue e não se torne mais intensa”, adianta Alberto Carvalho.

A Frutivinhos, uma cooperativa sem fins lucrativos, constituída em 1960, que tem como objetivo a transformação, conservação e venda de produtos agrícolas provenientes dos seus cooperadores representa cerca de 600 associados, divididos pela secção de fruta e hortícolas e a do vinho, não estando, no entanto, todos no ativo.

Dentro da secção de vinhos, neste momento cerca de 60 produtores famalicenses entregam as suas uvas na Frutivinhos, cuja quantidade varia de ano para ano. “Nós funcionamos através de uma tabela de valorização das uvas. A tabela tem uma relação de peso/grau, ou seja, o valor é pago em função do grau”, explica o responsável que se orgulha de os pagamentos serem feitos, duma só vez, até ao dia 31 de dezembro. “Nos últimos anos temos feito algum esforço financeiro”.

Apesar da pandemia ter afetado as vendas de vinho, sobretudo nos países de exportação, o consumo interno também assistiu a uma redução. “O facto de guerra ter surgido também foi um fator que prejudicou. Felizmente, estamos a abrir-nos a outros mercados e, internamente, o setor da restauração está a mostrar mais aderência”, adianta o presidente da Frutivinhos, que se mostra satisfeito pelo aumento anual de vendas de vinho engarrafado.

Neste momento a Frutivinhos (que já exportou para a Rússia) tem exportação para a Alemanha, Canadá, França e, mais recentemente, para a Letónia.

“A nossa exportação esta relacionada com as encomendas feitas, por exemplo na Alemanha e França vendemos, normalmente a emigrantes, ou seja, não é algo que é constante”, explica Alberto Carvalho.

A nível local está a ser desenvolvida uma campanha para o vinho produzido em Famalicão seja “bem aceite”. E o esforço tem compensado, já que, recentemente, o espumante branco D. Sancho foi agraciado com a Medalha de Prata na gala dos prémios dos Melhores Vinhos Verdes de 2022, promovida pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes. Nesse momento também o espumante Rosé D. Sancho I foi premiado com uma Menção Honrosa.

“Por outro lado, a nível local esforçamo-nos para que todos os restaurantes tenham vinho de Famalicão, principalmente o vinho D. Sancho I. Trabalhamos também com a maioria dos pequenos e grandes supermercados”, explica o presidente da Frutivinhos, que adianta que tem havido uma evolução de vendas e também de receção de uvas.

Entretanto, no sentido de dar mais um passo rumo à modernização, a Frutivinhos, vai ganhar um novo edifício sede. A escritura de cedência de direito de superfície de uma propriedade, foi assinada no passado dia 8 de agosto, entre o Município de Vila Nova de Famalicão e a cooperativa, e vigorará durante um período de 71 anos.

A propriedade, com cerca de 1418 m2 e sob alçada municipal, encontra-se localizada no Lugar do Longo, na Rua D. Sancho I, União de Freguesias de Vila Nova de Famalicão e Calendário, e será cedida a título gratuito à cooperativa famalicense. Destina-se única e exclusivamente a construção de um equipamento destinado ao desenvolvimento da atividade da Frutivinhos, que permita dar resposta às necessidades de crescimento da cooperativa, ficando esta construção a cargo da entidade. O projeto inclui uma área de construção que ronda os 600 m2 e que inclui a criação de uma loja, aberta ao público, para venda dos vinhos da cooperativa, bem como produtos de parceiros locais, uma zona de degustação e prova de vinhos, uma sala de formação e pequeno auditório, gabinetes, um armazém para acondicionamento dos produtos e zona de cargas e descargas.

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