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Famalicão

Oposição diz “não compreender” intervenções no centro urbano e mostra-se preocupada com garantia da obra

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A reabilitação do pavimento na Rua João Faria dos Guimarães, na zona central de Famalicão, foi o tema que marcou a reunião do executivo municipal realizada esta quinta-feira, 17 de setembro. A oposição levantou dúvidas quanto aos custos, à qualidade e ao planeamento das sucessivas intervenções no centro urbano, enquanto a presidência da autarquia defendeu que se tratam de trabalhos normais de manutenção e destacou o aumento substancial do fluxo de visitantes.

No período antes da ordem do dia, o vereador do Partido Socialista, Eduardo Oliveira, lamentou a alegada falta de resposta da autarquia aos requerimentos da oposição. O autarca recordou um pedido de esclarecimento submetido em maio sobre as constantes intervenções num espaço que foi inaugurado em novembro de 2022.

“São requalificações sobre a requalificação que aconteceu e que foi inaugurada em novembro de 2022. Nós não conseguimos compreender isso”, afirmou Eduardo Oliveira. O socialista sublinhou ainda as dúvidas sobre o encargo financeiro das operações: “O que nos preocupa primeiro é saber como é que está a questão da garantia desta obra. Segundo, quanto é que já foi investido desde a inauguração até à data de hoje. E terceiro, esta obra que está a acontecer quanto é que vai custar neste momento a todos os famalicenses, porque somos nós que pagamos”.

Em resposta às críticas, o presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, desvalorizou a dimensão das intervenções, classificando-as como trabalhos decorrentes do desgaste normal e do trânsito de logística. O edil rejeitou as queixas sobre a falta de estacionamento e a alegada perda de movimento comercial, desafiando a oposição a fundamentar as críticas.

“O número de pessoas no centro da cidade aumentou não sei 500 vezes, 600, 400, 300 vezes”, garantiu o presidente do município, acrescentando que considera “maldade até” dizer que há perda de afluência. Sobre as críticas relativas aos lugares para automóveis, Mário Passos explica: “O estacionamento é basicamente o que existia. Dizer coisas para o ar porque as pessoas por alguma razão estão contra ou porque são da oposição à câmara municipal, obviamente não faz nenhum sentido”.

Por sua vez, o vereador do Chega, Pedro Alves, que se absteve na votação, apontou o dedo a falhas no projeto inicial, considerando que o mesmo não acautelou as exigências logísticas do município.

“Uma obra destas, sabendo que eventualmente ia levar com camiões com 30 toneladas e com outros veículos que vão ser usados muitas vezes para fazer os eventos que são feitos, tinha de ser projetadas de outra forma”, argumentou Pedro Alves. O vereador alertou ainda para as consequências a longo prazo, referindo que se perdeu espaço verde e que a atual infraestrutura “vai ter de ser revista muitas vezes durante muitos anos”, gerando uma “despesa que eventualmente já devia ter sido calculada no momento do projeto”.

A atual empreitada na Rua João Faria dos Guimarães, destinada à reabilitação do piso, encontra-se em curso e deverá estar concluída a 3 de outubro, data estipulada para a reabertura total do trânsito automóvel na via.

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