Famalicão
Chega quer “reforço urgente” do Hospital e cuidados de saúde mais próximos
O Chega defendeu, esta semana, em comunicado, o “reforço urgente” do Hospital de Famalicão, exigindo ao governo “mais médicos e especialidades”.
Pedro Alves, candidato do partido à Câmara Municipal, diz que “Famalicão é hoje um dos maiores concelhos do Norte, com mais de 133 mil habitantes, mas, quando falamos de saúde, continua a ser tratado como se fosse de segunda”, considerando “inaceitável as falhas que se vivem diariamente no sistema local”.
Com experiência em emergências médicas – é subchefe dos Bombeiros Voluntários de Riba d’Ave e formador certificado pelo INEM – Pedro Alves aponta problemas como “esperas de mais de 9 horas nas urgências, falta de médicos em várias especialidades e até doentes a serem transferidos para Braga ou Porto porque o Hospital de Famalicão não tem resposta”.
Nos últimos anos, a situação tem-se agravado, diz Pedro Alves, apontando que, em 2024, “chegaram a ficar ambulâncias retidas durante horas à porta das urgências, sem macas e sem condições para atender os doentes”.
Assim, propõe o reforço imediato do Hospital e a avaliação da “construção de um novo hospital, mas apenas se trouxer melhorias reais e não mais burocracia”.
O Chega propõe ainda a criação de unidades móveis de saúde para levar cuidados básicos a freguesias mais afastadas, para apoiar sobretudo idosos e famílias sem transporte fácil. Ainda no apoio aos seniores, defende a criação de um plano municipal com teleassistência 24 horas, consultas ao domicílio e fisioterapia em zonas rurais, em articulação com os centros de saúde.
Propostas para a habitação
Na última semana, o Chega apresentou também as suas propostas para outra área que está a dominar a campanha eleitoral: a habitação. Pedro Alves, considera que a falta de habitação acessível “para jovens e famílias locais” é “um dos maiores dramas do concelho”.
“Temos jovens casais a viver em quartos alugados, com preços ao nível de Lisboa e Porto, quando os salários médios em Famalicão não chegam sequer para suportar as rendas atuais”, afirma.
Nesse sentido, o candidato à Câmara propõe a construção de habitação a custos controlados, através da cedência de terrenos municipais a promotores locais, com exigência de preços acessíveis, 50% abaixo do valor de mercado.
Defende também a redução do IMI para a taxa mínima legal e o apoio à reabilitação urbana em freguesias despovoadas, incentivando a recuperação de casas devolutas para jovens casais.
Pedro Alves quer ainda garantir que os programas municipais de habitação “sejam dirigidos primeiro a cidadãos nascidos, residentes ou trabalhadores no concelho”.
O partido deu ainda a conhecer a sua proposta para o edifício do Complexo Habitacional das Lameiras, que considera ser “uma visão revolucionária, com identidade integrada na cidade”.
Assim, propõe a segmentação do complexo em seis núcleos independentes, com acessos novos transferidos para o pátio interior, libertando e criando entradas amplas que integram o bairro na cidade e acentuam a sua ligação ao Parque da Cidade. “Cada núcleo terá revestimentos estéticos únicos, rompendo com a estética soviética e promovendo um sentido de pertença e orgulho local”, diz o partido.
O Chega fala num projeto “ambicioso, financiado por fundos nacionais e europeus”, que “transformará as Lameiras num modelo de urbanismo humano, moderno e enraizado na identidade de Famalicão”.
-
Famalicão1 semana atrásOnda de assaltos a comércio e habitações gera alarme em Famalicão e força debate político alargado
-
Famalicão5 dias atrásFalhas estruturais no Mercado Municipal de Famalicão motivam queixas de comerciantes
-
Opinião1 semana atrásOs plátanos da Avenida 25 de Abril: Proteger árvores é proteger o futuro
-
Famalicão1 semana atrásPS acusa executivo de Mário Passos de falta de transparência e desrespeito institucional

