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Economia

Chuva de pedidos de transferência de empresas para Famalicão. Já não é possível atender a todos.

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Vestidos da Givenchy, os equipamentos de corrida da Satisfy ou o vestuário de motociclismo da BMW e de náutica da Maserati. Estes são alguns exemplos de produtos produzidos pela Pafil, têxtil especializada em vestuário de alta performance. Onde? Em Famalicão.

A Pafil instalou-se há dois anos numa nova fábrica, no Louro, num investimento de dois milhões de euros, que criou mais de 30 postos de trabalho.

A vinda para Famalicão gerou condições para a concretização de novos projetos, nomeadamente, em parceria com o CITEVE. “Temos alguns em curso, outros terminaram já”, começou por explicar João Pereira, um dos três irmãos administradores da empresa. Existem vários exemplos destes projetos, entre os quais uma iniciativa que surgiu na época da pandemia e que permitiu desenvolver “uma peça de vestuário para utilização médica reutilizável, ao invés do tradicional descartável (…) que pode ser lavada até 20 ciclos, sem perder as características de proteção”, explicou João Pereira. Outro dos projetos “que está em curso e que deve finalizar no próximo ano de 2023” é a criação de um exoesqueleto de base têxtil. O objetivo desta peça é permitir às costureiras terem “um trabalho e um dia-a-dia mais descansado, com menos esforço físico”. Outro dos projetos é o de BioEconomia na Indústria do Têxtil e Vestuário, que passa pela utilização de resíduos ou subprodutos de outras indústrias para utilização têxtil.

Sobre o aumento dos preços que caracteriza o contexto económico atual, João Pereira admite que “os constantes aumentos são sempre complicados. Os clientes querem sempre pagar o menos possível e a concorrência é grande”. Contudo, o administrador afirma com convicção que a Pafil tenta combater essas dificuldades “com eficiência, com a modernização de equipamentos”.

Mário Passos visitou a Pafil no âmbito do Roteiro Famalicão Created In, uma iniciativa que tem vindo a surpreender o autarca. “Tinha ideia obviamente do grande desenvolvimento que das empresas famalicenses (…). Agora, está-me a surpreender porque estão num estado de evolução muito grande”, admitiu Mário Passos, que destacou os pilares da sustentabilidade, da inovação e da responsabilidade relativamente aos trabalhadores, como os principais fatores de desenvolvimento.

Em declarações aos jornalistas, Mário Passos adiantou ainda que são vários os pedidos de empresas que se querem instalar em Famalicão. Tratam-se de empresas de grande dimensão que procuram áreas também de grande dimensão. Algumas das solicitações recebidas estão já a ser recusadas, uma vez que se torna “difícil, neste momento, encontrar espaços para acomodar toda esta procura”, explicou o autarca. Por outro lado, “as empresas famalicenses que aqui estão normalmente não têm tido dificuldade, obviamente por via das diligências formais necessárias, sofrerem as ampliações que acharem necessárias”.

Outra das estratégias utilizadas pela autarquia é a de procurar investidores para áreas degradadas do concelho, onde já se localizaram empresas que acabaram por fechar portas. Exemplos dessas áreas são o Lago Discount, “que foi vendido para novos players, que com certeza vão dinamizá-lo”, e Oliveira Ferreira e Sampaio Ferreira, onde já existem “promotores e investidores a trabalhar no assunto. A Câmara Municipal está, de uma forma muito próxima, com esses promotores a trabalhar, por forma a que eles possam evoluir rapidamente”, concluiu Mário Passos.

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