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Famalicão

Transdev assegura transporte público em 2022 por 1,7 milhões de euros

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A Câmara de Famalicão vai adjudicar à Transdev o serviço público de transportes para 2022, pelo valor de mais de 1 milhão e 700 mil euros.  Esta foi a solução encontrada pela autarquia para garantir, no próximo ano, o serviço de transporte público rodoviário no concelho, depois da empresa Arriva ter anunciado que ia cessar esse serviço a partir de 1 de janeiro.

O serviço vai ser adjudicado por ajuste direto, que a autarquia justifica com a “urgência de assegurar o transporte público aos famalicenses”. O contrato a celebrar com a Transdev estabelece que o Município pagará à transportadora, no primeiro semestre do ano, cerca de 965 mil euros e, no segundo semestre, à volta de 810 mil euros, perfazendo um total de aproximadamente 1,7 milhões. A receita da bilhética reverterá para o Município.

A medida foi aprovada esta quinta-feira, em reunião de Câmara e, segundo o presidente Mário Passos, “vai permitir manter o que temos atualmente em termos de oferta de transporte rodoviário, com o acrescento do Voltas”. Esta linha urbana irá regressar a partir do dia 3 de janeiro, ininterruptamente, entre as 7h30 e as 19h00, em dias úteis.

O edil lembra que, ao mesmo tempo, também a partir de janeiro, será iniciado “o desenvolvimento do concurso público” para a Mobi.Ave, a nova rede intermunicipal de transporte entre os municípios de Famalicão, Trofa e Santo Tirso. “Essa, sim, é que nos vai permitir trazer para o território a soluções que achamos adequadas para resolvermos, de uma vez por todas, o problema dos transportes públicos em Famalicão. Desde o aumento significativos de carreiras até ao aumento da frequência de autocarros nessas mesmas carreiras”, acrescenta.

A expectativa é que essa nova rede de transportes esteja a operar no terreno somente no início de 2023. Até lá, o ajuste direto que agora vai ser celebrado vai permitir assegurar o serviço que é prestado atualmente e o regresso do Voltas.

Os vereadores do PS abstiveram-se por entenderem que esta área tem sido mal gerida pelo executivo. “Em Famalicão vivemos dias de incerteza, num dia somos confrontados com a ideia de que vai haver um investimento de 54 milhões numa nova rede de transportes, mas no dia seguinte somos confrontados com o presente, que á uma dificuldade tremenda dos famalicenses na utilização dos transportes públicos”, justificou o socialista Paulo Folhadela.

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