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Opinião

2021: Eleições locais em Famalicão

Publicado

em

Por António Cândido Oliveira

Não há democracia sem oposição. A razão é simples:  numa comunidade vasta seja ela um Estado ou um município, para não falarmos em freguesias, nem toda a gente está de acordo e daí que se formem correntes de opinião diferentes sobre o bom governo da comunidade.

Por outro lado, quem governa comete erros e os erros devem ser combatidos e corrigidos se possível. É um dos mais importantes papéis da oposição.

Vila Nova de Famalicão é um grande município e desde sempre houve oposição. Os dois grandes partidos têm sido o PS e o PSD (desde 2001 em coligação com o CDS), mas também contam a CDU e mais recentemente o Bloco de Esquerda (BE).

A oposição, ao longo dos mais de 40 anos de democracia, não se tem evidenciado como devia e quando ganha eleições tem sido mais por demérito de quem governa do que por mérito próprio.

Assim sucedeu em 1982 quando o PS ganhou ao PSD/CDS e em 2001 quando a coligação PSD/CDS ganhou as eleições ao PS.

Como vai ser este ano?

Vamos ter uma oposição débil, facilitando a vida à coligação PSD/CDS que governa há 20 anos, ou vamos ter uma oposição forte que tenta conquistar o município por mérito próprio?

A tarefa da oposição não vai ser fácil, pois não é previsível a existência de conflitos internos na maioria. Terá de ser mesmo uma oposição forte e que não pode perder tempo.

Tentaremos acompanhar e bem gostaríamos que ganhasse quem tem mais mérito para governar o município numas eleições animadas e bem disputadas.  O tempo o dirá.

PS – O nosso município passou em termos de Covid 19 de “risco extremo” para “risco elevado”. É bom, mas não é satisfatório. “Risco moderado”, ou melhor ainda, deve ser a meta, quanto antes. A página oficial do município que agora aparece, felizmente, à frente da do F.C. de Famalicão na minha pesquisa não dá o relevo que devia à situação de pandemia, informando e mobilizando os famalicenses na luta contra ela.

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