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Opinião

É este Portugal que a Europa teme!

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Por Hugo Mesquita

35 anos foram marcados no passado dia 01 de janeiro desde que Portugal aderiu à União Europeia.

Estamos agora melhor que a 01 de janeiro desse ano de 1986? Estamos sim!

Poderíamos estar ainda melhor? Poderíamos sim!

Mas ao fim destas três décadas e meia Portugal continua na cauda da Europa ultrapassado até por vários países do leste europeu integrados muito mais tarde. E porquê?

Entre muitos mais, alguns dos principais objetivos da nossa União Europeia são a solidariedade entre os países da União; o reforço da coesão económica, social e territorial; o favorecimento do desenvolvimento sustentável assente num crescimento económico equilibrado e na estabilidade dos preços; a construção de uma economia de mercado altamente competitiva, com pleno emprego e progresso social.
Para atingir tais objetivos, ao longo destas décadas a UE apoiou Portugal com centenas de milhares de milhões de euros (são muitos muitos zeros sim sr!) de fundos europeus.

Todos conhecemos as infindáveis histórias dos apoios europeus e fundos perdidos a favor da tal coesão e desenvolvimento, desbaratados e subtraídos tanto pelo setor público como privado.
Das empresas e projetos empresariais fantasma às grandes empreitadas de custos quadruplicados; dos estudos e projetos milionários que ficaram no papel; de anos e anos de pseudoformação financiada; de iniciativas e políticas públicas que ficaram pelo caminho e apenas serviram para subtrair fundos e manter estruturas “empregadoras”, e mais, muito mais.

Não fosse suficiente, Portugal apresenta-se agora como o maior chico-esperto de Bruxelas.

Sirvo-me apenas do mais recente exemplo: A proposta do Governo Português de candidato a Procurador Europeu Nacional na Procuradoria Europeia.

E o que é isto afinal? É nada mais nada menos que o representante Português no órgão europeu independente de combate à fraude!

E como se processa? Basicamente cada Estado-membro abre um concurso, seleciona um candidato através de um painel internacional de avaliadores (porque o regulamento europeu para o efeito assim o exige) e apresenta-o a Bruxelas como sua indicação para o cargo.

Pois bem, o Governo de Portugal comandado pelo Partido Socialista, decidiu contrariar a escolha desse painel independente de seleção e indicar a sua preferência (dir-se-ia em linguagem popular, o seu pau-mandado ou o seu fantoche).

E porquê? Talvez assim se sinta mais protegido em relação a eventuais processos de fraude e corrupção que implique as gentes do Partido Socialista. Será? Talvez seja…

E como o fez? Justificando a escolha através da prestação de falsas informações para melhorar o currículo e defender a escolha do seu homem.

O caso veio a público e o Governo do Partido Socialista veio-se justificar com lapsos da responsabilidade dos serviços técnicos, o que originou a demissão do Diretor-geral da Política de Justiça. Este, veio também por sua vez denunciar que tudo o que esses serviços fizeram foi sob claras indicações e conhecimento do Gabinete da Ministra. É a bandalheira total!

Curioso, é que esses lapsos que o Governo diz que foram, foram exatamente lapsos favoráveis às suas intenções e, por acaso, só por mero acaso, não calhou de serem lapsos a desfavor das suas intenções! Grande coincidência, não? … pois, pois…

Este é um caso de intenção obvia para todos. Como este, muito mais tem havido e outros bem piores.

Por estas e por outras, Portugal não sai da cepa torta. Por esta e por outras somos cada vez mais aquela cambada de chico espertos lá do sul da Europa, pelos quais não vale a pena o esforço e o desembolso europeu. É por estas e por outras que a Europa nos teme. 

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