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Opinião

(Por) migalhas

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Por Hugo Mesquita

De forma exagerada (para captar a atenção e tentar chamar à razão) há quem diga que a verdadeira estratégia do socialismo é empobrecer a sociedade para que esta fique tão dependente do Estado e submissa ao seu modelo que se tornará sempre muita agradecida pelas migalhas que lhe são distribuídas

Recentemente o Partido Socialista Famalicense comunicou aos Famalicenses o seu agradecimento público ao Governo relativo à intervenção (arranjos e pavimentação) da Avenida 9 de Julho – mais coisa menos coisa cerca de 1 km de estrada!

Agradecer ao Governo 1 km de asfalto é exatamente o mesmo que lhes beijar os pés pelos restos de umas migalhas secas. Ou como diria António Costa é muito poucochinho!

Mas convém recordar, a propósito, as diversas exigências feitas pelo deputado Jorge Paulo Oliveira, na Assembleia da República, acerca desta obra. E é certo que nada irá agradecer nem ser agradecido porque este deputado apenas fez o seu trabalho e o Governo não mais que a sua obrigação!

Está assim visto com o que é que os Famalicenses podem contar deste novo Partido Socialista Famalicense – mendigar e agradecer muito as sobras que os seus chefes talvez um dia lhes atirem tal como os Imperadores Romanos atiravam o pão ao povo nos Circos das Arenas.

Este novo PS Famalicense é aquele que provou assim que acredita piamente na estratégia de empobrecimento e submissão da sociedade a um Estado que distribui migalhas – teoria aplicada, neste caso, à governação autárquica. Acredita num Estado e numa governação que chama tudo a si mesma, que controla tudo e todos, que puxa toda a sociedade para a mesma tábua rasa para depois ser agradecido pelas migalhas que lhe vai distribuir.

Nunca ouvimos o PS de Famalicão agradecer ao Governo a variante nascente de Famalicão. E porquê? A historia é curta: o PS local sempre a mendigou aos seus chefes e estes ignoraram-nos porque nem sabiam onde ficava Famalicão no mapa nacional.

A mesma história se aplica ao Tribunal de Famalicão e outros exemplos. Mas nestes casos, a obra foi feita por governos social-democratas e com a Câmara Municipal liderada pelo PSD. Eis, então, a grande diferença? O PSD de Famalicão não agradeceu. O PSD Famalicão exigiu o reconhecimento, o mérito e sobretudo respeito pelos Famalicenses. E a obra surgiu!

Está visto que temos em Famalicão um novo Partido Socialista cujo projeto que diz ter se resume a mendigar “meia broa” e quiçá passados uns anos agradecer migalhas secas.

Bom bom, era ver o novo Partido Socialista Famalicense exigir ao Governo a requalificação da estrada municipal 309 e da 204, exigir a renovação do Hospital de Famalicão – cujas todas as obras que tem sido feitas nos últimos anos foram custeadas pelo Município quando seria da competência do Estado. Mas não! Prefere esperar que seja feito 1 km de estrada para se ajoelhar e agradecer!

Para finalizar, bom bom era ver o Partido Socialista agradecer as obras do Parque Escolar, mas disso nem fala para não relembrar ninguém dessa operação de roubalheira montada pelo Governo Socialista de José Sócrates.
Por essas e por outras faz agora 10 anos que foi suplicado um terceiro resgate financeiro para Portugal. O terceiro de três Governos Socialistas! Convém que nunca nos esqueçamos! 

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