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Opinião

800 mil euros para agradar ao povo

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Por António Cândido Oliveira

9 de Maio – Costumo visitar regularmente a página oficial do município bem cuidada formalmente, mas que deixa muito a desejar no seu conteúdo. Quando a abrimos a primeira coisa que encontramos é a publicidade. Ao abri-la hoje o que ela nos oferece, com todo o destaque, é o “Vai à Vila” e a “Festa da Flor”. Sobre o dia da Europa, que hoje se festeja nos Paços do Concelho, nenhum destaque. Este vamos encontrá-lo no topo do resumo do dia informativo do Opinião Pública com o seguinte texto: “O Município de Famalicão assinala, esta terça-feira, 9 de maio (2023), o Dia da Europa, com o tradicional hastear da bandeira europeia nos Paços do Concelho, pelas 9h00. O momento acontecerá ao som do “Hino à Alegria”, composto por Ludwig Van Beethoven em 1823 e adotado como Hino Europeu em 1972, que será interpretado pela orquestra da ArtEduca”. Espero estar presente.

28 Bandeiras – E estive. Foi uma cerimónia significativa com muitas crianças, enquadradas pelos seus professores e que decorreu com a dignidade própria do ato. Estavam alinhadas as 27 bandeiras dos países da União Europeia e a bandeira desta. Senti a falta da bandeira da Ucrânia, esperando que este país mártir possa vir a integrar a União (não a NATO). Precisamos de Paz, não de Guerra.

771 PÁGINAS – 771 páginas (e ainda anexos) para ler e 31 assuntos para tratar em menos de duas horas, eis o caderno de encargos que tiveram os vereadores da Câmara Municipal na sua reunião ordinária de 4 de maio de 2023. É demasiado, especialmente para os quatro vereadores da oposição que receberam esta documentação dois dias antes e auferem pela preparação e participação na reunião apenas uma senha de presença de menos de 80 euros.

800 MIL EUROS – Entre as deliberações aprovadas conta-se a atribuição de uma verba que ronda os 800 mil euros (e ainda sujeita a uma retificação/atualização posterior final) para as Festas Antoninas. É preciso não ter uma ideia das prioridades dos problemas a enfrentar e resolver no concelho para atribuir uma tal verba para as festas do concelho. Mas talvez esteja enganado e esta seja afinal a expressão da ideia de prioridades da maioria da Câmara. E sem termos alternativa, pois o Partido Socialista, sem qualquer pudor, votou também a favor. Viva a unanimidade! Viva o “circo”!

80 MIL EUROS – Desses 800 mil euros, oitenta mil são para um concerto dos Xutos e Pontapés no centro urbano. E siga a música…

300 metros – Não chega talvez a 300 metros a distância necessária para prolongar o alargamento da Avenida Eng. Pinheiro Braga na saída para Braga. Se para isso for necessário, como parece, fazer expropriações, então que se façam. O interesse público prevalece sobre o interesse particular, desde que com a justa indemnização. A justa indemnização é isso mesmo, justa, não devendo pecar nem por defeito, nem por excesso.

9 DE ABRIL – A Praça 9 de Abril, no centro da cidade, tem uma tabuleta que diz que ali há ervas daninhas, pois não se utilizam pesticidas.  Isto só merece sincero aplauso e deveria ser prática corrente em todos os lugares públicos e, desde logo, nos jardins. As ervas espontâneas não fazem mal a ninguém nestes espaços. Pena que na mesma Praça continue vazio há anos um buraco (lado poente) que está à espera de uma tília. Que incúria!

0 – Zero é o número adequado para a visibilidade da gestora do centro urbano da cidade que está em funções há cerca de um ano. Deveria andar pela ruas e praças da cidade, devidamente identificada/o, ouvindo opiniões, reparando no que está bem e no que está mal para transmitir a quem de direito. Há tantas coisas a merecer atenção. Causa dó ver, por exemplo, árvores novas a crescer sem o devido apoio, correndo assim o risco de crescer tortas. Se for necessário, indico-as.

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