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Opinião

Boletim oficial de propaganda

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Por António Cândido Oliveira

DIREITOS DOS MUNÍCIPES – Ainda não se compreendeu bem, no nosso município, que os munícipes têm direitos, perante quem exerce o poder a nível local, que não são respeitados. Muito haveria a dizer sobre isso. Um desses direitos básicos é o direito de ser informado em tempo e de forma clara.

ROTUNDA DO ROTARY –  A rotunda do Rotary tem um pequeno anúncio no qual se lê que ali há ervas daninhas porque não se utilizam herbicidas. Assim deveria acontecer em todas as rotundas. E as ervas não são “daninhas” são ervas espontâneas que não fazem mal a ninguém.

OUTRAS ROTUNDAS – O que é de repelir são as rotundas da nossa cidade que, em vez de ervas, têm pedras e pedras soltas bem à mão de quem as quiser utilizar. Não deviam existir. São feias e são um perigo para a segurança das pessoas em situações, sempre possíveis, de crise. 

MUSEU BERNARDINO MACHADO – É bom ver o edifício onde está instalado o Museu Bernardino Machado devidamente recuperado e arranjado. É o edifício mais imponente da nossa cidade e agora só falta recuperar a bela porta de entrada, particularmente na parte inferior.

BOLETIM OFICIAL DE PROPAGANDA (BOP) I – A Câmara não resistiu à tentação de publicar um BOP (Boletim Oficial de Propaganda) sob a forma de Boletim Municipal (BM), desvirtuando a finalidade dos boletins municipais. O BOP aparece sob o estranho número 02/22, setembro e tem una ficha técnica muito escondida (descubram-na!). É diretor Mário Passos e editor José Agostinho Pereira. Tem uma tiragem de 25.000 exemplares (!), é de distribuição gratuita e está registado na ERC.

BOP II – Quanto ao conteúdo tudo são maravilhas com fotos em abundância. “Famalicão É Município Amigo da Juventude”.  “Famalicão é “Autarquia do Ano” no Combate à Covid”. Famalicão está nas redes europeias “Civitas” e de “Cidades para a Indústria Sustentável”. “Famalicão vai à Frente no Desenvolvimento Sustentado”. “Famalicão Capital do Cinema Jovem de Portugal”. “Famalicão Created In”. “Famalicão FABLAB”. “Revista de Imprensa” com títulos elogiosos (imprensa nacional, pois claro, porque a de Famalicão não conta).  E muito mais sem esquecer, logo a abrir, o Centro. “O Centro com Vida”. “Mais Centro”. “Mais Reabilitação” (com foto da ex- Caixa Geral de Depósitos e sem foto, por mero lapso certamente, da reabilitação do ex- Hotel Garantia). BOP III – Esta publicação em França seria ilegal, por não ter espaço para a oposição. E finalmente: quanto custou esta publicação?  Quantos milhares de euros dos famalicenses foram gastos para fazer publicidade à maioria da Câmara Municipal?

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