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Foliões desafiam o mau tempo para manter vivo o “Carnaval único” de Famalicão
A chuva afastou alguns foliões da noite mais longa de Vila Nova de Famalicão.
Nas primeiras horas da noite, com a chuva persistente a cair, as ruas desertas faziam adivinhar um Carnaval longe das multidões dos últimos anos. Mas com o passar das horas e apesar da chuva não dar tréguas, as ruas começaram a encher-se de mascarados e curiosos que vieram de todos lados.
Braga, Guimarães, Santo Tirso, Penafiel, Porto foram algumas das localidades de onde vieram foliões para viver o “carnaval único” de Famalicão. “Tenho 16 anos e sou de Braga e é a primeira vez que venho sem os meus pais”, confidenciou João Mendes, que veio, de comboio, acompanhado de um amigo.
O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, andou pela cidade e acompanhou de perto os festejos, e percebeu que havia menos foliões na rua. “Choveu todo o dia e sei que vamos ter milhares de pessoas, mas não vamos ter as multidões tremendas dos últimos anos”.
Não obstante destacou os famalicenses e os milhares de visitantes “que nos honram com a sua presença e que não se deixaram demover pelo estado do tempo”. “Vila Nova de Famalicão reafirma-se como a capital do Carnaval genuíno, uma marca que nos orgulha e que demonstra a resiliência e a união da nossa comunidade”, afirmou o edil, destacando “a atmosfera vibrante” que tomou conta das artérias da cidade até ao amanhecer.

Para garantir que a noite decorresse em segurança, esteve montado no Centro Escolar Luís de Camões, no coração da festa, um forte dispositivo de segurança e socorro. Cerca de 200 operacionais de diversas entidades estiveram mobilizados em ações de prevenção, vigilância e resposta a emergências. Até à meia noite, momento em que Mário Passos fez uma visita ao local, ainda ninguém tinha precisado de ajuda. “Os mais novos chegam um pouco mais tarde, nunca antes da uma da manhã”, frisou o edil.
Entretanto, segundo nota à imprensa da Câmara, é adiantado que “graças a uma coordenação permanente e a um apoio médico constante em pontos estratégicos, os festejos decorreram com tranquilidade”.
Como habitualmente decorreu o desfile do Concurso de Mascarados, com oito participações. O júri atribuiu o primeiro lugar aos “Sapos do Pelhe”, que conquistaram o público com a sua interpretação e originalidade. Um grupo de 25 pessoas da freguesia de Vale S. Cosme quis chamar a atenção para a urgência da proteção dos rios. “Na nossa freguesia passa o rio Pelhe e foi uma forma de sensibilizar as pessoas para o meio ambiente”.
O segundo lugar foi conquistado pelos “Caretos do Vale”, enquanto “Os Monstros das Bolachas” fecharam o pódio.


