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Câmara de Famalicão vai assumir realização de obras na USF de Requião

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A Câmara Municipal de Famalicão vai assinar um contrato-programa com a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte para a realização de obras de requalificação na Unidade de Saúde Familiar (USF) Antonina, localizada em Requião.

Esta USF funciona no edifício da antiga casa do povo e necessita de uma intervenção, quer ao nível de obras de requalificação, quer ao nível da aquisição e equipamentos. Através deste contrato-programa, a autarquia de Famalicão compromete-se a executar essa intervenção, estimada em 500 mil euros, através da apresentação de uma candidatura a fundos comunitários.

O acordo a celebrar com a ARS Norte foi aprovado esta quinta-feira, em reunião do executivo camarário, e vai permitir criar melhores condições de trabalho aos profissionais e de atendimento aos utentes.

No final da reunião, em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara, Paulo Cunha, frisou que, apesar de a obra só avançar se houver garantia de financiamento comunitário, o Município também terá de investir entre 15 a 20% do custo da intervenção, assumindo, assim, um encargo com uma área que é da responsabilidade da Administração Central. 

“A verdade é que, ou a Câmara Municipal de envolve e a USF é reabilitada, ou não se envolve e fica tudo na mesma”, justifica o edil que não deixa de enviar um recado ao governo: “estamos a assumir todos os encargos, espero que isso resulte numa melhoria dos cuidados de saúde primários no concelho”.

Paulo Cunha reivindica obras em outras unidades

A este propósito, Paulo Cunha não deixa de criticar aquilo que diz ser a falta de investimento do Governo nos cuidados de saúde primários, dando o exemplo de outras unidades de saúde que necessitam de intervenção urgente nos edifícios, como é o caso do centro de saúde da cidade, onde funcionam várias USF, ou da USF de Joane que necessita de novas instalações.

O edil referiu ainda os casos das extensões de saúde de Fradelos ou Vale S. Cosme, que “além da melhoria das estruturas físicas, necessitam também de reforço e estabilidade ao nível dos recursos humanos, sobretudo de médicos”.

“Temos insistido junto da ARS Norte para a necessidade destes melhoramentos e já manifestamos a nossa disponibilidade para assumir as obras, aproveitando os fundos comunitários. É isso que está a acontecer na USF de Requião e esperamos que possa ser alargado a outras situações”, sublinha o autarca.

De qualquer forma, Paulo Cunha vinca que “a Câmara até pode fazer as obras, mas não pode contratar médicos ou enfermeiros”, exigindo ao Governo que “reabilite e dote dos recursos humanos necessários as unidades do concelho, por forma a manter cuidados de saúde primários de proximidade”.

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