Sociedade
Famalicão rende-se à euforia académica: Cortejo enche ruas de cor e celebra “fim de etapa”
As duas instituições de ensino superior do concelho uniram-se esta quarta-feira num desfile marcado pelo orgulho dos finalistas e pelo regresso das tradições. A festa, que contou com o apoio da autarquia, ruma agora ao Central Park, em Ribeirão, para as noites de Queima.
A cidade parou esta quarta-feira para ver passar o “verdadeiro espírito académico”. Entre o som das gaitas, os cânticos de curso e o tradicional bater das cartolas, centenas de estudantes das duas universidades locais desfilaram pelas principais artérias famalicenses, transformando o asfalto num cenário de cor e celebração. Para muitos, este foi o culminar de três anos de “trabalho árduo” e o momento de recolher a gratificação de dias e noites de estudo.
O orgulho de quem chega ao fim
A palavra de ordem foi, sem surpresa, a diversão, mas o sentimento de nostalgia pairava entre os veteranos. “É muito especial porque é o nosso último cortejo, somos finalistas este ano e significa muito para nós”, confessou uma estudante à reportagem da Fama TV, destacando o simbolismo de terem sido os próprios alunos a construir o carro alegórico que acompanhou o grupo.
Mesmo com a chuva a ameaçar a festa, a euforia não arrefeceu. Para os finalistas, ver o “carrinho” na rua é o reflexo do esforço aplicado fora das aulas. “É uma gratificação imensa. Isto é mesmo para nós aproveitarmos, para berrar, gritar e brincar”, partilhou outro jovem, sublinhando que, apesar da correria das atividades académicas, o convívio final é o “fundamental da universidade”.
Revitalizar a tradição
O desfile deste ano serviu também para consolidar a recém-criada Associação Académica da Universidade Lusíada. Gonçalo Veloso, dirigente da estrutura, não escondeu a satisfação por ver a promessa de revitalização do espírito académico cumprida.
“É sempre um dia que fica para a história e é, sobretudo, uma recompensa do esforço aplicado para a preparação deste cortejo”, afirmou Gonçalo Veloso, lembrando que este evento — a par da Serenata e da Queima das Fitas — é essencial para criar memórias que perdurarão por gerações.
Uma cidade que pulsa com o Ensino Superior
A autarquia famalicense marcou presença através de Pedro Oliveira, vereador da Educação, que realçou a vitalidade que os estudantes trazem ao território. Para o responsável, Famalicão deve “pulsar ao ritmo” dos seus alunos, entendendo as potencialidades de ser uma cidade com duas instituições de ensino superior.













“Estes são momentos em que os territórios percebem as potencialidades de terem o ensino superior naquilo que é a oferta da cidade”, sublinhou o vereador, destacando a importância de marcos como a Missa de Finalistas e a Serenata para envolver a comunidade nesta alegria estudantil.
Rumo ao Central Park
Encerrado o percurso pelas ruas do centro, o “quartel-general” da festa desloca-se agora para o recinto do Central Park, em Ribeirão. As celebrações da Queima das Fitas prolongam-se até sábado, prometendo noites de forte convívio antes do adeus definitivo às salas de aula.
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