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Velhas Guardas do GR Gavião cumprem tradição em Boticas: Um dia de futebol, convívio e memórias

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O 23.º passeio anual da coletividade famalicense reuniu dezenas de associados e antigos atletas num roteiro que passou por Vila Pouca de Aguiar e culminou no Parque do Senhor do Monte. O evento, que decorreu no passado fim de semana, reafirmou a vitalidade do associativismo local e o papel da instituição como uma “segunda família”.

O relógio marcava as 8 horas da manhã do passado sábado, dia 16 de maio, quando a comitiva das Velhas Guardas do Grupo Recreativo de Gavião se fez à estrada para cumprir uma das tradições mais enraizadas da coletividade. Com destino a Boticas, o 23.º passeio anual assumiu-se, mais do que uma simples viagem de lazer, como um momento de reencontro, partilha de memórias e exaltação do espírito associativo que une várias gerações da freguesia.

Da Lagoa do Alvão ao relvado de Boticas

A longa viagem até ao destino final teve a sua primeira paragem estratégica no Parque de Lazer Lagoa do Alvão, em Vila Pouca de Aguiar. O cenário natural serviu de moldura para o habitual “reabastecimento” e para colocar a conversa em dia antes do prato forte da manhã: o regresso aos relvados.

Já no Estádio Municipal de Boticas, os antigos atletas dividiram-se entre as equipas verde e amarela para um desafio amigável. Num jogo onde o resultado final foi o que menos importou face à bonomia do momento, registou-se uma chuva de golos e a entrega de medalhas a todos os participantes, tendo o atleta Aires sido coroado como o “homem do jogo”.

O programa prosseguiu com um almoço num hotel local, seguido de uma tarde de churrasco no Parque do Senhor do Monte, animada pelos tradicionais torneios de sueca e jogo da malha.

A “segunda família” e o valor da memória

António Oliveira, presidente do Grupo Recreativo de Gavião, destacou o impacto emocional de uma iniciativa que conta já com 23 anos de história e que serve para estreitar laços entre amigos de longa data.

“Há sempre pessoas que tiram este dia para se juntar àquela que é a sua segunda família, que é o Grupo Recreativo de Gavião, que os acolheu e continua a acolher. É importante recordar o passado para cimentar o presente e preparar o futuro”, afirmou o dirigente, visivelmente satisfeito pela forte adesão dos sócios mais antigos.

Também Paulo Cunha, ex-dirigente da coletividade, fez questão de marcar presença e enaltecer a longevidade do projeto. Sublinhando a forte ligação que mantém com a instituição, o antigo presidente realçou que é através deste “entrosamento” que se constrói uma comunidade melhor, elogiando o trabalho da atual direção liderada por António Oliveira.

O motor do associativismo na freguesia

A importância do Grupo Recreativo de Gavião na dinâmica social e desportiva da freguesia foi igualmente validada pelo poder político local. António Emídio, presidente da Junta de Freguesia de Gavião, agradeceu a resiliência da associação em manter vivo um passeio cujo historial real — descontando o interregno forçado pelos anos de pandemia — já ronda os 27 ou 28 anos.

O autarca aproveitou a ocasião para lembrar a forte pegada da instituição no território, estendendo o mérito do trabalho desenvolvido a outras áreas além do futebol de veteranos. O Grupo Recreativo mantém secções ativas no futebol, no atletismo e no ciclismo.

A jornada de convívio encerrou com o regresso a casa ao final do dia, deixando entre os participantes a certeza partilhada de que, em 2027, a tradição das Velhas Guardas voltará a cumprir-se.

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