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Famalicão

Onda de assaltos a comércio e habitações gera alarme em Famalicão e força debate político alargado

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A sucessão de furtos organizados a estabelecimentos e residências, nos últimos tempos, espalha a preocupação no concelho. O Chega fala em “abandono” da cidade e promete levar a segurança, em exclusivo, ao plenário da Assembleia Municipal.

O concelho de Vila Nova de Famalicão encontra-se sob uma forte pressão de segurança devido a vaga de assaltos e furtos que tem visado tanto o comércio local como propriedades privadas. Os crimes, frequentemente perpetrados de madrugada e com contornos organizados, destacam-se pela rapidez das investidas e pelo prejuízo acumulado. O descontentamento social e o receio dos pequenos empresários ganham agora uma nova dimensão, transbordando para a arena política com o anúncio de um debate alargado de emergência.

A audácia das redes criminosas que operam na região tem ficado bem patente nos relatos partilhados pela comunicação social, nas últimas semanasm destacando-se episódios em que vários alvos foram atacados quase em simultâneo. Um dos casos mais alarmantes envolveu o arrombamento coordenado de quatro estabelecimentos comerciais num intervalo de apenas quinze minutos, pondo em evidência a velocidade de execução dos assaltantes.

Exemplo disso foi a cadeia de vestuário Forte Store que viu os seus espaços em Famalicão e Guimarães serem, esta semana, invadidos por assaltantes, um cenário de destruição semelhante ao vivido na loja Wells, em abril, no centro famalicense, onde três indivíduos encapuzados provocaram prejuízos materiais e de stock avaliados em cerca de oito mil euros. O setor da estética e da cosmética também tem estado na mira dos criminosos, registando-se a invasão a uma loja onde o grupo roubou especificamente produtos capilares de gama profissional.

O roteiro do crime não escolhe dimensões e estende-se a situações mais insólitas ou de pura proximidade familiar. No início de maio, uma conhecida padaria em Brufe foi alvo de um furto nas primeiras horas do dia, ao passo que, numa outra ocorrência numa estação de serviço, os assaltantes tentaram forçar o cofre principal e, perante a dificuldade, optaram por fugir com um saque caricato composto por tabaco, gomas e chupa-chupas. O alarme social escalou de forma drástica quando o crime cruzou a fronteira do comércio para o espaço privado, num episódio violento em que um residente foi surpreendido e assaltado por um trio armado no interior da sua própria habitação.

Contestação política promete subir de tom na Assembleia Municipal

A acumulação destas ocorrências leva agora a concelhia do Chega a acusar diretamente o executivo liderado por Mário Passos de manter a cidade “abandonada” à sua sorte, criticando a aparente escassez de policiamento preventivo tanto nas artérias centrais como nas zonas periféricas do concelho. Para passar das palavras aos atos formais, a força política assegurou ao Opinião Pública que vai reintroduzir o tema da segurança pública para uma sessão alargada na Assembleia Municipal. Os deputados do partido pretendem forçar uma discussão profunda e aberta entre todas as bancadas e o executivo camarário, exigindo respostas imediatas e estratégias claras para conter o avanço dos níveis de insegurança.

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