Famalicão
Entre o caos no trânsito e a festa: A polémica interdição da Avenida José Manuel Marques
As Festas Antoninas motivaram o encerramento parcial da Avenida José Manuel Marques, em Famalicão. O corte do troço, que se prolonga até 19 de junho, visa a instalação de dois divertimentos da festa em plena via, mas está a gerar uma onda de contestação por parte de condutores e moradores devido aos impactos na mobilidade diária.
A interdição à circulação automóvel entre a rotunda dos rotários e a rotunda de D. Sancho I obrigou a alterações significativas na organização do tráfego. Com o fecho do acesso norte ao parque de estacionamento da feira, o trânsito tem sido canalizado quase exclusivamente para a entrada sul, o que, nas horas de ponta, tem gerado filas e um trânsito considerado caótico por quem circula na zona.
Além dos automobilistas, as alterações afetaram também os utilizadores de transportes públicos. No local, as vozes discordantes apontam a falta de alternativas eficazes e de planeamento. “Acho muito mal. Nunca se fechou a rua, por que é que se fecha agora?”, lamenta um munícipe ao OPINIÃO PÚBLICA. E deixa um alerta para os problemas causados pela falta de informação: “Estão aqui as pessoas de idade à espera na paragem e o autocarro não passa aqui. Eles não sabem, e já têm que dar uma volta grande”.
Outra moradora da zona, embora admita não necessitar de viatura própria no dia a dia, reconhece o impacto negativo da medida. “É mau para quem circula aqui todos os dias. Acho que não tem jeito nenhum”, afirma, sublinhando que o trânsito se tornou visivelmente mais caótico.
Apesar das críticas generalizadas à pedonalização temporária da avenida, também há quem desvalorize os constrangimentos, encarando a medida como um mal necessário para o sucesso das festividades.
Um dos moradores na vizinha Avenida de França, apoia a decisão da autarquia. “Acho muito bem. A cidade é muito grande e temos que ter espaço para estes jovens que andam a explorar o trabalho deles, a dar ser à festa de Santo António”, defende. Rejeitando a ideia de bloqueio, o famalicense garante que as alternativas são suficientes: “Não traz complicações, porque nós temos as partes de trás da feira. Os bombeiros têm acesso para as ruas todas. Nós temos acesso a tudo”.
Segundo o edital publicado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, os dois divertimentos permanecerão no local e a artéria continuará encerrada ao trânsito até ao próximo dia 19 de junho.
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