Sociedade
PCP exige respostas sobre despedimentos no Grupo ROQ
Na sequência do anunciado despedimento coletivo de 11% dos trabalhadores do Grupo ROQ, de Oliveira S. Mateus, no concelho de Famalicão, o Grupo Parlamentar do PCP abordou a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, exigindo esclarecimentos sobre o processo e apelando à defesa dos direitos dos trabalhadores abrangidos.
O Grupo Parlamentar do PCP exige que Maria do Rosário Palma Ramalho preste esclarecimentos urgentes sobre o processo de despedimento coletivo anunciado pelo próprio Grupo que afetará mais de 50 trabalhadores. Trata-se de uma empresa metalúrgica que terá recebido recentemente cerca de 294,9 mil euros em apoios públicos através do programa Portugal 2030, uma circunstância que motivou a forte contestação dos comunistas face à decisão de avançar com as rescisões contratuais.
Para a força partidária, a situação configura um cenário inaceitável face ao histórico financeiro da empresa, que exporta para 80 países e dispõe de subsidiárias nos Estados Unidos e no Brasil. O partido salienta que “é inaceitável que a empresa tenha recebido apoios públicos, mas agora despeça trabalhadores para salvaguardar os seus lucros”. O PCP recorda que a ROQ se assume como uma das maiores empresas de metalurgia do norte do país, tendo registado, em 2022, uma faturação consolidada de 88 milhões de euros e mais de 700 trabalhadores. No entanto, quatro anos mais tarde, o número de colaboradores reduziu-se para pouco mais de 400, o que, na perspetiva do partido, “põe em prática a política que opta por privilegiar os lucros e comprova a diminuição brutal de trabalhadores ao longo dos últimos anos na empresa”.
Especializada na conceção, fabrico e comercialização de máquinas para a indústria têxtil e metalomecânica ligeira, sendo considerada um dos maiores fabricantes mundiais de máquinas de estamparia têxtil, a ROQ justificou o despedimento com a quebra no volume de encomendas e com a evolução desfavorável do contexto económico global. A administração da empresa acrescentou que a reestruturação visa concentrar recursos em áreas estratégicas e reforçar o investimento em inovação, desenvolvimento tecnológico e eficiência operacional.
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